Expansão da OceanAir após crise da BRA

Senhores,

Ao Contrário ao dito pelo Sr. German Efromovich na matéria Publicada na Folha de São Paulo no dia 10/11, cujo Autor foi o jornalista  Guilherme Barros abaixo transcrito:

" Efromovich disse que irá fazer na próxima segunda um grande anúncio que irá abalar o mercado."

"A OceanAir tem condições de crescer com as suas próprias pernas e não depende da falência de outras empresas para atingir seu objetivo", diz o empresário.’

Os números o contradizem , a menos que o  Ministro Jobim tenha prometido entregar as áreas da Vasp pelo Brasil sem licitação, o que seria objeto de ação civil pública e ação de improbidade administrativa contra ele e o Presidente da Infraero, pois as áreas teriam que ser objeto de licitação, como manda a Lei, o que faria o valor disparar inviabilizando o possível acordo dele !

Como já tido antes,face ao movimento praticado pela Oceanair de assumir as operações e aeronaves da BRA  a situação da SPE no quadro do novo mercado  ficou muito melhor pelos seguintes motivos:

1- Ao assumir as linhas e aeronaves da BRA a Oceanair consegui 03 linhas para a Europa que não havia conseguido antes com a ANAC (Lisboa ,Madri e Milão);

2- passou a ter mais 26 destinos Nacionais antes operados pela BRA;

A Frota da Oceanair é composta de :

 02 767 que vêem fazendo Cidade do México com menos de 10% de ocupação (o outro chega em dezembro), podendo passar para 06 767-300.

4- Ela tem 13 fokker 100,(cinco parados nos fins de semana  por não ter passageiro);

5- Está chegando para ela 02 737-300, 01 757, e com a incorporação dos Boeing da BRA ela passa para 07 737-300.

6- Ele tem ainda 05 Fokker 50 e 06 Brasília (aviões que dispensam comentários)

6- O German em entrevista anunciou que me 03 anos  terá 15% do mercado.

O problema  dele é:

1. MERCADO

1.1- BRA + OCEANAIR = 2,8% + 3,0 % DO MERCADO = 6% (dados do mês 10/07)

1.2-  A GOL estará recebendo nos próximos 06 meses 08 aeronaves;

1.3 – A VRG  estará recebendo nos próximos  06 meses 01 767-200-ER  e 11 767-300-ER  que  se juntarão  aos 04 já existentes (02 serão devolvidos) e que operam as rotas internacionais, além dos 767 ela receberá 09 737-800 que se juntarão aos 737 hoje existentes recebendo um  total em 2008 de 21  novas aeronaves;

4 – A TAM  tem hoje 110 aeronaves e  nos  só nos próximos 12 meses a sua frota terá o  incremento  de:

-01 A-321, 06 A-320, 02 777-300 , 01 A-340-300 e 02 A-330-200  no mínimo até o final de 2008   12 novas aeronaves passando a ter 111 aeronaves ( devolverá os 10 fokker 100 que possui).
Ela opera 81 destinos nacionais (47 próprios) e 22 internacionais.

5- A Webjetque tem hoje 02 737-300 passa até dezembro a ter 04 737-300 (A CVC é dona  majoritária da Webjet);

Com esses números previstos para 2008 é praticamente impossível ele passar de 9% até 2009 (e assim mesmo com muita reza braba).

 

2. CONDIÇÕES DE CRESCIMENTO

 Com esses dados das outras empresas e com a estrutura que ela possui hoje, a OCEANAIR não consegue passar de 10% da fatia do mercado nos próximos 05 anos, arrisca ainda ter  no máximo a fatia de 09% que poderá possuir em 2008/2009 reduzida.

Com a estrutura física operacional da Vasp pelo Brasil (manutenção, carga e etc…) ela consegue ter  mais espaço no mercado para colocar mais aeronaves  e expandir as suas operações e talvez atingir os 15% ou mais desejados até 2009.

Lembrem-se que o Constantino gastou R$ 35.000.000, para fazer um terminal de manutenção para  fazer a manutenção de 02 Boeing simultânea em Confins em 2006!

– Somente com a aquisição da VRG  a GOL conseguiu  hangares e terminais em Congonhas e em vários aeroportos (pontos críticos) SEM A NECESSIDADE DE PARTICIPAR DE UMA LICITAÇÃO COMO MANDA A LEI!

Sendo assim, se a Vasp antes era um ótimo negócio para ele , agora é fundamental para qualquer projeto de crescimento a curto, médio e longo prazo, seja no mercado Nacional como Internacional, ao contrário do que está falando na Imprensa.

 
Folha de São Paulo
09/11/2007

Dono da OceanAir diz que empresa pode equilibrar "duopólio" nos próximos anos
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

O Ministério da Defesa avalia que a OceanAir poderá crescer nos próximos anos e se tornar um fator de equilíbrio no setor aéreo, hoje concentrado no "duopólio" TAM-Gol. Já o mercado de aviação não acredita que a empresa tenha fôlego.
O empresário German Efromovich, da OceanAir, disse que a empresa está se equipando para ir dos atuais 2,6% do mercado doméstico (dados da Defesa em setembro) a 15% nos próximos três anos, avançando no mercado externo. Hoje, voa para o México e aguarda autorização para voar para Buenos Aires e Luanda, em Angola.
Segundo Efromovich, a empresa vai anunciar nos próximos dias a compra de 30 novos aviões, com entrega prevista entre 2008 e 2012, além de cinco outros que chegam até janeiro: três Fokker e dois Boeing.
"Nossa ambição é palpável", disse ele ontem, irritado com a descrença de parte do mercado sobre a capacidade de crescimento da OceanAir. O empresário atribuiu a descrença ao "duopólio" e rejeitou as medidas em discussão para o setor, como aumento do capital estrangeiro e fiscalização financeira por parte da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Segundo ele, boa parte da responsabilidade pelo caos aéreo prolongado no país se deve a uma falta de marco regulatório claro e transparente. "Falta gestão, disciplina, comando."

Para o empresário, o limite legal de 20% para o capital estrangeiro nas companhias aéreas é uma ficção: "Quem acreditou que a Varig estava recuperada, e ainda por cima com capital nacional, quer que 200 milhões de brasileiros usem narizinho de palhaço", disse ele, que nasceu na Bolívia há 57 anos, mora no Brasil desde 1964 e naturalizou-se brasileiro quatro anos depois.

A BRA, que parou de voar nesta semana, demitindo 1.100 funcionários e lesando cerca de 70 mil passageiros, é, segundo ele, uma empresa com capital majoritariamente externo, de bancos de investimentos.

Quanto à idéia de cassar a concessão de empresas com patrimônio líquido negativo, discutida informalmente na Anac, Efromovich considerou "utopia": "Os balanços às vezes são maravilhosos. A própria BRA teve injeção de mais de US$ 100 milhões. E daí? Um dia, um sócio briga, o outro cansa e pronto. Acaba", disse.
Outra proposta contra o "duopólio" seria a abertura parcial do mercado doméstico a empresas estrangeiras. "Vamos entregar nosso estratégico para eles? Só se entregarem o deles para nós. Eles criam aqui, eu crio em Washington. Aí pode. Se não, não pode", ironizou.

Com 1.400 funcionários, a OceanAir integra o grupo Synergy, com faturamento de US$ 3,7 bilhões ao ano e tem, entre outros, os estaleiros Mauá e Eisa no Brasil e a Avianca, empresa aérea da Colômbia

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