Informe oficial do SNA sobre a falência da VASP

Juiz pode decretar a falência da Vasp

No dia 17 de julho, credores da VASP se reuniram em Assembléia Geral para decidir o futuro da companhia. O resultado, apesar dos sindicatos não concordarem, foi, nenhuma das quatro propostas de compra aceita e a votação a favor da falência. Esse resultado foi levado à apreciação do juiz, que em breve, deverá decretar oficialmente a falência da empresa.

O SNA lamenta o resultado da assembléia, e reforça sua posição, bem como a dos demais sindicatos, que era a favor da venda e contra a falência da VASP.

Sabíamos que as propostas de compra não contemplavam a quitação imediata das dívidas, pois isso seria feito conforme o plano de recuperação, ou seja, com a venda dos ativos da empresa (imóveis, ICMS, ações tarifárias e outras). Mas entendíamos que a venda atenderia melhor aos trabalhadores e garantiria postos de trabalho.

Dentro da classe trabalhadora houve uma proposta vencedora (a da Arbeit), mas na votação geral, a maioria dos credores (inclusive da classe 2 e 3) recusou a venda, levando a assembléia à votação da falência. Isso por que, o juiz da 1ª Vara Especial de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, Alexandre Lazzarini (responsável pelo processo de recuperação da empresa) já havia determinado que esta seria a última chance de venda para a empresa. Caso nenhuma das propostas fosse aceita pela maioria, na mesma assembléia deveria ser votada a falência.
De acordo com o diretor do SNA e titular do comitê de credores da VASP, Marco Reina, a recuperação da empresa não teve apoio necessário dos demais credores. “A INFRAERO, por exemplo, apesar de ter aprovado o plano de recuperação, travou uma batalha judicial, que resultou na retomada das áreas da VASP na maioria dos aeroportos brasileiros. Isso contribuiu para inviabilizar a venda da companhia”, afirma Reina.

O SNA, que sempre acompanhou de perto a recuperação, estará atento ao cumprimento da lei de falência e ao julgamento da ação civil publica – que corre na 14ª Vara do Trabalho de São Paulo e executa o grupo econômico da VASP.

A nossa luta não terminou! Ainda há muito por fazer.

A Direção Sindical

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