TAM acredita em aprovação da fusão com a LAN – Integração deve durar de dois a três anos

Valor Econômico
Integração entre TAM e LAM deve durar de dois a três anos, diz Bologna
Paulo de Tarso Lyra, de Brasília
03/09/2010

O presidente da holding TAM S.A., Marco Antonio Bologna, estimou ontem que o prazo total de sinergia de operações entre a TAM e a LAM será de dois a três anos. Esse tempo começará a ser contado a partir da aprovação da fusão nas diversas instâncias governamentais – Agência Nacional de Aviação (ANAC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Após visita de cortesia à chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, Bologna afirmou que, tão logo a fusão seja aprovada, as companhias apresentarão um planejamento estratégico mostrando novos voos, novos destinos e os planos de expansão. “Não podemos antecipar esses dados, pois eles podem ser usados pelos concorrentes.”

Bologna garantiu que a fusão com a LAM não trará demissões. Pelo contrário. “Como abriremos novas rotas, a perspectiva é de contratação”, declarou. A união das duas companhias representa uma empresa com pouco mais de 40 mil funcionários (25 mil da TAM e 18 mil da LAM) e 243 aeronaves em operação – outras 200 estão encomendadas.

O presidente da TAM não vê dificuldades na aprovação da fusão com a LAM, já que toda a operação foi acompanhada por especialistas tributários e jurídicos da empresa. Ele esclareceu que as aeronaves continuarão voando com as mesmas marcas atuais e que a Latam é apenas uma holding para administrar as operações conjuntas. Segundo ele, não há ainda previsão de como funcionará o sistema de milhagem das duas companhias após o aval para a união.

Bologna afirmou que a combinação entre as duas companhias independe do projeto de lei em tramitação na Câmara que aumenta de 20% para até 49% a participação de capital estrangeiro em empresas nacionais. Nesse projeto, que está pronto para ser votado no plenário da Câmara, existe um artigo prevendo a possibilidade de que esse capital estrangeiro chegue a 100% se houver reciprocidade – a companhia brasileira também tenha uma parte das ações do capital votante. “Nós somos favoráveis à reciprocidade”, disse.

O presidente da TAM completou ainda que, caso o projeto não seja aprovado, não há problema. “Continuaremos com 80% do capital votante nas mãos da família Amaro, que está há quatro décadas trabalhando no setor aéreo brasileiro”, completou.

sobe

ESTADO DE S.PAULO
03 de setembro de 2010
Latam espera concluir fusão em 2 ou 3 anos
Diretor-presidente da TAM defende mudança na lei para a permissão de até 100% do capital estrangeiro no setor
Tânia Monteiro – O Estado de S.Paulo

O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, disse ontem que a expectativa da holding Latam é que a integração da empresa brasileira com a chilena Lan esteja concluída dentro de um período de dois a três anos, depois de o processo ter sido aprovado legalmente. Esse período de aprovação legal, na avaliação de Bologna, com os aceites da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deverá durar de seis a nove meses.

Bologna, que ontem esteve no Palácio do Planalto visitando a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, para apresentar a proposta de constituição da holding, completando um ciclo de conversas com integrantes do governo, defendeu ainda o projeto que tramita no Congresso que permite que estrangeiros detenham até 100% de uma empresa aérea nacional. “Mas desde que exista reciprocidade”, ressalvou ele.

Pela legislação em vigor, estrangeiros só podem ter 20% das ações de companhias aéreas brasileiras. Está em apreciação no Congresso projeto que permite que a participação aumente para 49%. No mesmo texto, no entanto, há um parágrafo que abre a possibilidade de o Brasil fazer acordos bilaterais que permitam, mediante reciprocidade, que a participação estrangeira chegue a 100%.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, por sua vez, disse ontem que as empresas ainda não enviaram a documentação legal para aprovação. O que chegou ao ministério, até agora, foi em caráter informal.

“Tem um longo processo de análise pelas autoridades competentes para ver se foram cumpridos todos os requisitos legais”, afirmou Jobim.

Sinergia. Em entrevista após a reunião com Erenice Guerra, Bologna falou da sua previsão para que a “sinergia” entre a TAM e LAN esteja completa. “Dentro de seis a nove meses teremos completado o processo de integração, com as análises da Anac, Cade e CVM. Em seguida, partiremos para o planejamento estratégico da empresa”, afirmou.

Esse planejamento, que pode durar até três anos, envolve a avaliação de novos voos, novos destinos, novos contratos e os programas de milhagem. “Cada uma das empresas vai continuar voando com as marcas que têm hoje porque a Latam é apenas uma holding que vai administrar esta nova companhia”.

Depois de garantir que está confiante no sucesso do processo de fusão, Bologna avisou que a integração das empresas não levará à demissão de funcionários. Hoje, a TAM conta com 25 mil funcionários e a LAN 18 mil.

sobe


Folha de São Paulo
São Paulo, sexta-feira, 03 de setembro de 2010
TAM defende capital 100% estrangeiro

DE BRASÍLIA – O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, declarou ser favorável ao projeto que tramita no Congresso permitindo que estrangeiros detenham 100% de uma empresa aérea nacional, desde que haja reciprocidade. Hoje, estrangeiros podem ter no máximo 20%.

JB Online
TAM acredita em aprovação da fusão com a LAN

SÃO PAULO, 2 de setembro de 2010 – O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou hoje que a documentação a ser entregue a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a fusão entre a TAM e a companhia aérea chinela LAN deve estar pronta dentro de um mês. Ele disse que espera que a aprovação do negócio pelas autoridades brasileiras ocorra entre seis e nove meses.

Após reunião com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Bologna afirmou que o processo de integração dos serviços das duas empresas deve ser implementado em um prazo de dois a três anos. Ele se mostrou otimista de que a fusão será aprovada pela Anac, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“A TAM sempre foi uma empresa que apresenta tudo dentro da legalidade. Tudo que estamos fazendo e os documentos que estão sendo produzidos estão dentro da legalidade. Portanto, a gente acredita que vai ser aprovado porque estamos propondo algo que é passível de aprovação”.

De acordo com Bologna, o consumidor será beneficiado pela fusão porque haverá mais oferta de voos, mais conectividade entre as malhas e mais destinos. “Facilita ao passageiro uma integração maior de uma origem ao destino na intraregião sul-americana e daí para fora porque estaremos colocando mais voos”.

Ele lembrou que apesar da fusão, as duas empresas continuarão atuando de forma independente. “Cada empresa se manterá como ela é. Tem a TAM no Brasil e no Paraguai, a LAN na Argentina, no Chile, no Equador. E você tem uma holding que coordena esse grupo de companhias aéreas. A Latam, portanto, não é uma companhia aérea, ela é um grupo de companhias”. As informações são da Agência Brasil.

(Redação – Agência IN)

18:37 – 02/09/2010

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