Gol termina reestruturação de seu alto escalão (02 matérias do jornal Valor Econômico)

Valor Econômico
Gol termina reestruturação de seu alto escalão
Alberto Komatsu | De São Paulo
20/10/2010

A Gol Linhas Aéreas promove a segunda e última etapa de uma reestruturação no seu alto escalão iniciada em novembro de 2009. Ontem, anunciou a saída do comandante Fernando Rockert de Magalhães da vice-presidência técnica, que passa a ser ocupada por Adalberto Bogsan.

Na primeira fase de mudanças dos seus principais executivos, a Gol enxugou de cinco para quatro o total de vice-presidências, remanejou diretorias e trocou dois vice-presidentes que participaram da fundação e lançamento da Gol, em janeiro de 2001.

Magalhães estava na Gol desde 2004 e foi o responsável pela implementação de medidas para reduzir custos operacionais dos voos. Ele vai trabalhar na empresa de aviação executiva do acionista majoritário da Gol, o fundo Volluto (da família Constantino).

“Foi um processo normal. Ele (comandante Rockert) era o último vice-presidente que trabalhava há mais tempo na empresa. Foi uma renovação do quadro de vice-presidentes que termina com essa última mudança”, afirma uma fonte do setor que acompanha as mudanças na empresa.

Em novembro de 2009, saíram Tarcisio Gargioni, de marketing, e Wilson Maciel Ramos, de planejamento e tecnologia da informação. Vindos da Vasp, os dois participaram do lançamento da Gol.

A primeira fase da renovação do primeiro escalão da Gol mudou o nome da vice-presidência de marketing para de mercado, que passou a englobar as áreas de cargas, comercial, comunicação corporativa, yield e alianças. Cláudia Pagnano, egressa do Pão de Açúcar, assumiu o cargo.

Ainda em novembro de 2009, a Gol mexeu também na vice-presidência de gestão e pessoas, de Ricardo Khauaja. Essa área foi rebatizada de clientes, colaboradores e gestão e supervisiona as áreas de relacionamento com o cliente, aeroportos e tripulação comercial.

A vice-presidência de finanças, a cargo de Leonardo Pereira, também teve mudanças no ano passado. Essa área incorporou tecnologia da informação, novos negócios e planejamento. A vice-presidência técnica era a única que não havia sido alterada até agora.

A Gol acrescentou que estão em curso modificações em diversas áreas abaixo da vice-presidência, com o objetivo de “simplificar a estrutura administrativa”.

Novo vice-presidente técnico, Bogsan era o diretor operacional e trabalha na Gol desde 2002. Iniciou carreira há 21 anos na Rio Sul, antiga subsidiária da Varig de voos regionais e ponte aérea. Com a reestruturação, a vice-presidência técnica perdeu a diretoria de suprimentos e a gerência de frotas, que passam a ser subordinadas às vice-presidências de clientes e de finanças, respectivamente.

A segunda etapa da reestruturação da Gol deixou a vice-presidência técnica com três diretorias e duas gerências. Bogsan cuidará das diretorias de manutenção e operações e de segurança operacional. Ele também cuidará das gerências gerais de controle operacional e técnica de operações.

Valor Econômico


Gol muda comando para ser mais eficiente
Gol quer crescer sozinha, TAM mira rotas rentáveis e Azul prevê alta no preço das passagens
Paola de Moura | Do Rio
21/10/2010

O presidente da Gol Linhas Aéreas Constantino de Oliveira Júnior, disse ontem que a reestruturação do alto escalão da empresa está finalizada. “O objetivo era dar mais agilidade à companhia, aumentar a eficiência da operação, no que diz respeitou a pontualidade, regularidade e eficiência”.

Segundo o executivo, as alterações no alto escalão da empresa iniciadas em novembro de 2009 e finalizadas na terça-feira, com o anúncio da quarta vice-presidência, são uma evolução natural da companhia em um mercado que vem crescendo. “Estamos focados em ganho de produtividade”.

A Gol reduziu de cinco para quatro o número de vice-presidências, remanejou diretorias e trocou dois vice-presidentes. Na terça-feira foi anunciada a saída do comandante Fernando Rockert de Magalhães, da área técnica, que foi substituído por Adalberto Bogsan. Constantino disse que a reestruturação não prevê demissões ou cortes de cargos.

Para o presidente da Gol, as recentes fusões que aconteceram no mercado são uma tendência mundial, mas por enquanto, a companhia ainda não tem planos de se unir a outra empresa aérea. “Nosso objetivo é sermos perfil de baixo custo do mercado nacional. Ainda há um potencial imenso. São 30 milhões, os novos consumidores da classe C chegando ao setor”.

O aquecimento da demanda, que faz o mercado crescer a um ritmo de até 30% ao mês, como aconteceu em setembro, já mexe com os planos de aumento de frota de algumas companhias. Conforme o Valor informou na edição de sexta-feira, Azul e TAM aumentaram suas previsões e compraram neste ano aeronaves não programadas inicialmente. E a Gol não descarta a possibilidade de fazer o mesmo a partir de 2014. Pedro Janot, presidente da Azul, diz que já está “em um ritmo muito acelerado”.

Constantino Júnior, diz que, se houver necessidade, a companhia tem flexibilidade para aumentar o número de aviões já encomendadas. “Podemos alterar os contratos de leasing e não devolver os aviões no fim do prazo”, diz ele. Hoje a Gol tem 111 aeronaves Boeing e vai chegar a 2014 com 125. Além disso, está substituindo seus aviões mais velhos (737-300 e 767-300) por modelos mais novos.

A expansão da classe C associada à entrada de novos concorrentes, que trazem mais aviões, provoca mudanças nas fatias de mercado. A TAM, líder do mercado, estava com 42,40% de participação, em setembro, abaixo dos 44,15% do mesmo mês do ano passado.

“O que está ocorrendo é uma diluição natural das participações de mercado, mas o que nos importa é a rentabilidade da companhia. Temos uma busca constante do resultado”, diz Paulo Castello Branco, vice-presidente comercial e de planejamento da TAM. “Estamos com uma ocupação de 85% em setembro, mês que é considerado baixa temporada. Na quinta-feira, batemos o recorde de operações, foram 945 no dia, o que significa uma decolagem a cada minuto e meio”, acrescenta Castello Branco. A empresa vem abrindo novas rotas, “mas apenas para destinos considerados rentáveis”, diz.

Quem espera tarifas menores e uma guerra entre as companhias vai ficar decepcionado. A demanda aquecida fará com que os preços tenham uma pequena alta nos próximos meses. Essa é a avaliação de Janot, da Azul. Para ele, os preços só não vão subir mais porque há também um grande crescimento da frota e da oferta de novos assentos. “Gol, TAM e a Azul encomendaram novos aviões e também estão aumentando a malha, o que deve segurar os preços”, prevê.

Os executivos participaram ontem da abertura da feira anual da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), que termina amanhã.

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