Notícias Vasp – 184 – Matéria do portal IG de 24.11.2010 – Os novos donos da fazenda

Direito trabalhista, Judiciário, Leilões | 16:32

Consultor agropecuário adquire fazenda de Canhedo

Francisco Gerval Garcia Vivone é o nome do empresário que vai pagar R$ 430 milhões pela fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo, dono da Vasp. A fazenda foi leiloada nesta quarta-feira (24/11) no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, em São Paulo.

Garcia Vivone é sócio da Conagro Participações Ltda, que presta consultoria na área de agronegócio. O empresário desembolsou já no ato do leilão o valor equivalente a 15% da compra. Outros 15% deverão ser pagos em até cinco dias após o leilão.

Como prometido pelo leiloeiro, o empresário saiu do auditório onde aconteceu o leilão, às 17h38, com o martelo que decretou a arrematação.

Para os 12 leiloeiros responsáveis pelo negócio, Vivone preencheu um cheque no valor de R$ 8,6 milhões, que é o percentual destinado a esses profissionais.

A fazenda estava avaliada em R$ 615,3 milhões e foi vendida pelo lance mínimo no último minuto de leilão

Direito trabalhista, Judiciário, Leilões | 22:20

Conheça o novo dono da Fazenda Piratininga

O empresário Francisco Gerval Garcia Vivone, de preto, conversa com seu assessor sobre a compra da fazenda Piratininga

O homem que arrematou a fazenda Piratininga, de propriedade de Wagner Canhedo (dono da Vasp), por R$ 430 milhões era a pessoa mais esperada no auditório do Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (22/11). A expectativa pelo arremate só não foi maior do que a curiosidade para saber quem seria o novo dono do imóvel. De poucas palavras, sério e discreto, o empresário Francisco Gerval Garcia Vivone apareceu no auditório cerca de 20 minutos após a arrematação.

O leilão começou às 14h15min quando foi apresentado um vídeo sobre as terras e se abriu o pregão. Ninguém se manifestou. Passaram dez minutos e nada. O leiloeiro ressaltava as benesses da propriedade, brincava dizendo que quem arrematasse o leilão levaria o martelo como recordação, e era extremamente sério ao salientar que se houvesse outro leilão o valor da propriedade seria mais alto.

Após quase vinte minutos, quando o leiloeiro daria o veredicto sobre a não venda, alguém da plateia levantou a mão e ofereceu os R$ 430 milhões – valor anunciado como mínimo – e que ficou por isso mesmo.

Um alvoroço se deu nos minutos seguintes. Alguns aplaudiram. Um homem de blazer claro (bege) e calça jeans, se levantou, mas não se identificou. Ficou em silêncio, com sorriso tímido, apenas ao telefone. Aliás, vários minutos ao telefone. A única coisa que disse foi: “Eu apenas represento o comprador”.

Passaram mais 15 minutos e eis que surge o comprador. Francisco Gerval Garcia Vivone é sócio da Conagro Participações Ltda, que presta consultoria na área de agronegócio. Trata-se de uma empresa fundada em Londres, na Inglaterra, em 2005, que chegou ao Brasil dois anos mais tarde, já com sócios brasileiros.

“O interesse pela fazenda Piratininga veio pela própria vocação do grupo, que é do agronegócio no Brasil e no mundo, e essa área vem de encontro com o projeto do grupo. É uma boa oportunidade de negócios”, disse Vivone.

Segundo ele, será feito um levantamento da área da fazenda que deverá ser transformada em um parque agrícola e pecuário. “Veremos o melhor aproveitamento de lá. A fazenda tem muita infraestrutura e é isso que chamou nossa atenção. Daqui para frente agora é um planejamento”, completou o empresário.

Segundo ele, a vocação da Conagro não “será apenas em grãos, mas do agronegócio em si”. “Vamos fechar toda a cadeia do agronegócio brasileiro, desde a produção de grãos ao esmagamento desses grãos, também a criação de boi, de bezerro, além do abate e jogar no mercado uma boa carne. É um processo verticalizado de produção, onde se busca fechar o processo de produção”, explicou.

Questionado se a empresa participou do primeiro leilão, realizado em abril deste ano e que não teve comprador, Vivone disse que não estava porque a “empresa tinha pendências judiciais a serem resolvidas”. Sanado o problema, a Conagro se habilitou para participar desse segundo pregão.

A demora para chegar ao auditório – e o suspense que isso causou – também foi explicado pelo novo dono das terras que eram de Wagner Canhedo: o trânsito de São Paulo. “Peguei muito trânsito e nosso assessor [o de blazer bege] estava aqui para agilizar isso

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