Notícias Vasp – 209 – Notícia divulgada no portal IG – Leis e negócios – 30.11.2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Leilões
| 14:32

Empresário que comprou fazenda de Canhedo está na lista negra do Creci

Documento do Creci tem o nome do empresário que comprou a fazenda Piratininga

O diretor-presidente da Conagro, Francisco Gerval Garcia Vivoni, que arrematou a fazenda Piratininga, então de propriedade de Wagner Canhedo, dono da Vasp, mas acabou sustando o cheque de R$ 430 milhões pagos pela propriedade, está na chamada “lista negra” do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). A relação aponta os classificados como ‘persona non grata’ para a aquisição de imóveis. “Ele faz propostas de compras de fazendas em várias imobiliárias, diz que tem dinheiro, àss vezes à vista, manda a proposta e some”, afirmou Mauro Lopes, dono da ML Fazendas.

Segundo Lopes, só na imobiliária dele, apenas em 2010, Vivoni fez duas propostas de compras de fazendas na região de Campinas. Uma no valor de R$ 6,1 milhões e outra de R$ 5,7 milhões. As propostas foram entregues mas, a seguir, o então possível comprador sumiu.

“Eu tentei dar retorno e ele me disse que foi para a Europa e nunca mais apareceu. Ele faz as pessoas perderem tempo até alguém finalmente prendê-lo”, desabafa o corretor, que apresentou à reportagem uma das propostas enviadas por Vivoni.

Todas com papel timbrado, com o número do CNPJ do Grupo Conagro e a promessa de pagamento do valor das fazendas à vista. A reportagem checou o número do CNPJ dado na proposta e a enviada para a aquisição da fazenda Piratininga, de Canhedo, e eles são idênticos. A única diferença é que tanto nos documentos da fazenda de Canhedo como nas propostas enviadas para as fazendas de Campinas, o sobrenome do dono da Conagro aparece como Vivoni, com i. Na lista do Creci está Vivone, com e.

“Ele é famoso por fazer propostas e depois some e não fecha nada. Ele faz a proposta com uma pose desgraçada e nunca efetiva o que prometeu. No fundo, ninguém efetivamente o conhece. O site da Conagro, por exemplo, aparece muita coisa boa e, ao mesmo tempo, não diz nada. Não mostra sede, endereço fixo, nada. Ninguém tem tanta coisa como eles descrevem no site da empresa. E as fotos que lá aparecem parecem retiradas de qualquer lugar, menos de uma propriedade, efetivamente”, afirma um fazendeiro que recebeu uma proposta de Vivoni, sem fechar negócio, mas que prefere não se identificar.

Leis e Negócios tenta desde ontem conversar com Vivoni. Na primeira ligação, ele pediu para retomar o contato mais tarde. Na segunda tentativa, não atendeu. Na terceira, já na manhã desta terça-feira (30/11), o empresário disse que estava resolvendo a “questão da juíza” [Elisa Secco, do TRT-3, responsável pelo caso Vasp] e pediu que retornasse mais tarde. Na quarta tentativa de contato, a colunista deixou recado na caixa postal.

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