Notícias Vasp – 218 – Matéria divulgada no portal IG em 9.12.2010 – Ofertas ficam abaixo do esperado e juíza espera propostas

Leis e Negócios – por Marina Diana

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 Judiciário, Leilões | 17:50

Ofertas ficam abaixo do esperado e juíza espera propostas


Além das pontes, a fazenda conta com três viadutos para ajudar no manejo dos animais
(Foto: Randes Nunes/Foto Arena)

A terceira tentativa do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) de vender a fazenda Piratininga, de propriedade do empresário Wagner Canhedo (dono da Vasp) acabou frustrada na tarde desta quinta-feira (9/12). A razão é que as propostas apresentadas na oferta pública conduzida pela juíza Elisa Secco ficaram muito abaixo do estimado pelo tribunal, que esperava arrecadar no mínimo R$ 300 milhões.

Diante disso, a juíza interrompeu a oferta pública às 17h e comunicou que aguardará até o mesmo horário desta sexta-feira (10/12) para receber mais propostas, cujo valor inicial terá de ser de R$ 300 milhões. Se as propostas chegarem ao TRT-2, a juíza voltará a se reunir com o representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sindicato dos Aeroviários para avaliá-las.

Ofertas

A primeira empresa a fazer uma proposta foi a Voe Canhedo S/A, dona de 60% das ações da Vasp que, sem divulgar valor fechado, propôs deságio entre 70% e 90% sobre o valor principal sem juros na data da ação e com juros de 100% ao ano. Quem fez a proposta em nome da Voe Canhedo foi o advogado Carlos Campanhã

“Uma ação movida por alguém que deveria receber R$ 100 mil, cairia para R$ 34 mil”, compara Carlos Augusto Duque-Estrada Jr, advogado presente ao TRT-2.

diante da proposta da Voe Canhedo, o advogado Francisco Martins, um dos representantes do Sindicato dos Aeroviários, retrucou. “Só aceitamos proposta do Canhedo se for à vista e em dinheiro”.

No momento seguinte, nova oferta foi feita pela J & Comercial F Participações, que pertence ao Grupo JBS Friboi. A empresa ofereceu R$ 150 milhões pelo imóvel e chegou a aumentá-la para R$ 200 milhões. Ambas foram recusadas.

Na sequência, os empresários Moisés Carvalho e Antônio Lucena Barros, representantes da Agropecuária Santa Bárbara – do empresário Daniel Dantas – ofereceram R$ 214 milhões e condicionantes para fechar o negócio, dentre elas contabilizar as cabeças de gado da propriedade.

A juíza do TRT-2, Elisa Secco, reagiu dizendo que a diferença de menos de R$ 100 milhões entre a maior oferta e a meta de R$ 300 milhões não era motivo para lamentações dos empresários e advogados presentes ao TRT-2.

“Eu vou ter que trabalhar três encarnações e 24 horas por dia pra tentar imaginar isso [R$ 100 milhões]“, registrou.

Depois disso, às 16h50min, Elisa Secco anunciou a decisão de prorrogar o prazo para acolher ofertas.

Tentativas anteriores

Foi a terceira tentativa de venda da propriedade. Em abril passado, a fazenda foi leiloada pela primeira vez, mas não houve proposta. No final do novembro, nova tentativa e o empresário Francisco Vivoni, do Grupo Conagro, adquiriu a propriedade pelo preço mínimo de R$ 430 milhões. No entanto, ele sustou os cheques dados em pagamento e a justiça do Trabalho, a partir do incidente, determinou que o imóvel fosse oferecido via oferta

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