Fedex – Matéria do jornal Valor Econômico de 11.4.11

Valor Econômico
11/04/2011

Na noite gelada, o ritmo faz lembrar Charles Chaplin
De Memphis

Numa gelada noite de quarta-feira, 30 de março, o centro de operações da FedEx no Aeroporto Internacional de Memphis trabalha em ritmo frenético. Na área de 500 hectares, às 23h20, horário de pico do transporte de cargas, 7 mil funcionários trabalham rapidamente para descarregar e carregar 120 aviões – quase o tamanho da frota da Gol -, quantidade média no período noturno, que começa por volta das 22h30 e termina lá pelas 3h da madrugada.

Todas as noites, os aviões da FedEx consomem o equivalente a 3,7 milhões de litros de querosene de aviação. No horário de pico, é possível ver na pista de pouso do aeroporto internacional de Memphis um avião de FedEx aterrisando e outro se preparando para fazer o mesmo um pouco atrás. Em média, uma aterrisagem a cada 90 segundos. A operação já atrai turistas – 80 por noite.

Com pacotes provenientes de 220 países em todo o mundo, o centro da FedEx conta com força policial própria e corpo de bombeiros, além de uma alfândega. No meio de uma espécie de dança de centenas de empilhadeiras e pequenos tratores, aviões de variados portes são carregados ou descarregados entre 15 minutos e 35 minutos. A frota total da FedEx tem 697 aeronaves, ou quatro vezes e meia a frota da TAM, com 152 aviões.

Em apenas duas áreas de triagem de remessas, 450 mil pacotes são manuseadas por hora. Difícil não remeter essa cena ao filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, com trabalhadores martelando no mesmo ritmo.

 


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