Busca submarina encontra chassi de caixa-preta do voo 447

27/04/2011 – 14h14
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Busca submarina encontra chassi de caixa-preta do voo 447

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O BEA (escritório francês que investiga a segurança na aviação civil) informou nesta quarta-feira que um robô submarino encontrou o chassi de uma caixa-preta que registrou os dados do voo 447 da Air France, que caiu no oceano Atlântico em 2009, durante o trajeto entre Rio e Paris. Os 228 ocupantes morreram.

Segundo o BEA, o chassi do FDR (Flight Data Recorder) do Airbus A330 estava no fundo do mar, ao lado de outros destroços da aeronave.

O módulo de memória do aparelho –Crash Survivable Memory Unit–, que contém os registros de todas as informações do voo, ainda não foi localizado. Ele deveria estar acoplado ao lado do chassi do aparelho.

Johann Peschel/France Presse
Imagem da primeira busca submarina pelos destroços do voo 447 mostra o chassi de uma das caixas-pretas

A operação de resgate aos destroços do avião continua, e um novo mergulho do robô submarino Remora 6000 já começou pela manhã. Os investigadores esperam que as duas caixas-pretas (uma com os dados do voo e outra com o registro da conversa da cabine) possam determinar o que causou o acidente com o voo 447.

O primeiro mergulho em busca dos destroços do voo, localizados no começo deste mês, foi realizado na manhã de ontem e durou mais de 12 horas. O navio francês Ile de Sein, responsável pela operação de resgate, está na área do acidente na costa brasileira. De acordo com o BEA, 68 pessoas estão a bordo do navio, incluindo a tripulação.

Entre eles estão nove operadores do robô submarino, que irá recolher os destroços, outros técnicos da empresa americana Phoenix International, proprietária dos equipamentos, e membros do BEA.

Divulgação/BEA
Imagem divulgada pelo BEA mostra modelo do módulo de memória da caixa-preta do Airbus, que ainda não foi localizado

GRUPOS

Durante a viagem ao Brasil, a equipe de resgate se reuniu para analisar a organização da quinta fase de buscas, as especificações técnicas dos robôs e as medidas de segurança a bordo.

Sob a direção do BEA, dois grupos de trabalho foram formados. O primeiro continua analisando os dados e imagens da quarta fase de buscas, que localizou os destroços do Airbus A330. Segundo o BEA, a análise está focada nas partes da cauda do avião, onde podem estar as caixas-pretas do voo 447 da Air France.

O segundo grupo estuda os procedimentos operacionais destinados a recuperar as caixas-pretas, os computadores de bordo e as demais peças da aeronave.

No comunicado do BEA não foi citado se os corpos das vítimas da tragédia serão resgatados.

Na semana passada, a Aeronáutica afirmou que o governo francês iria buscar os corpos das vítimas, mas que ainda não havia informações sobre a possibilidade do resgate.

A Associação das Famílias das Vítimas do Voo 447 da Air France, porém, disse que durante reunião com o BEA ficou decidido que os corpos não seriam resgatados, o que provocou protestos por parte dos parentes.

Editoria de Arte/Folhapress
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