Voo 447: mais peças são recolhidas

O Globo
10/05/2011

Voo 447: mais peças são recolhidas
Turbina e computador de bordo já estão em navio, junto com caixas-pretas
Cláudio Motta

Uma das turbinas, o computador de bordo e as duas caixas-pretas do Airbus da Air France que, em maio de 2009, caiu no Oceano Atlântico, durante um voo Rio-Paris, já estão no navio La Capricieuse, da Marinha francesa. De acordo com um comunicado do Escritório Francês de Investigação e Análises (BEA, na sigla em francês) divulgado ontem, os equipamentos estão sendo levados para o porto de Caiena, na Guiana Francesa. De lá, serão transferidos de avião para a sede do BEA, na França, onde especialistas tentarão obter dados para descobrir as razões do acidente com o voo 447, que matou 228 pessoas, entre passageiros e tripulantes.

Um investigador brasileiro do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acompanha o transporte do material. Um oficial da polícia judiciária francesa também está a bordo. Os equipamentos recolhidos estão sob sigilo judicial, diz o comunicado do BEA. O navio militar chegará a Caiena amanhã e. na quinta-feira, os equipamentos já deverão estar na França.

Fotos do resgate das caixas-pretas e das outras peças do avião foram divulgadas pelo BEA. Toda a operação está sendo filmada.

Equipe também espera recuperar asas do avião

O navio La Capricieuse chegou sábado à área onde estão sendo realizadas as buscas. a cerca de 1.1 00km da costa brasileira e a 3.900 de profundidade. O trabalho continuará sendo feito por autoridades francesas. Há expectativas de se içarem outras partes importantes do avião, como as asas, com as quais se poderiam obter informações importantes sobre o desastre.

Todos os corpos que estão na região também serão resgatados, como quer a Associação de Vítimas. Esta decisão foi tomada pela França na semana passada, após dois resgates bem-sucedidos.

A direção geral da Polícia Militar francesa informou que a equipe será reforçada para fazer, durante cerca de 15 dias, o resgate de todos os corpos e objetos pessoais que puderem ser recuperados. Apesar de estarem há dois anos no fundo do oceano, os corpos estão em bom estado, segundo as autoridades, por causa da grande profundidade e das baixas temperaturas, além da alta pressão.

AP

UMA TURBINA do Airbus é recolhida por um navio da Marinha francesa

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