Inquérito do acidente da TAM sai até julho, diz advogado

Folha de São Paulo
21/05/2011 – 18h47

Inquérito do acidente da TAM sai até julho, diz advogado
DA AGÊNCIA BRASIL
DE SÃO PAULO

O resultado do inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal que apura as causas do acidente com o voo 3054 da TAM deve ser concluído até julho, segundo o advogado que representa os parentes das vítimas, Ronaldo Marzagão.

“Acredito que antes do quarto aniversário desse trágico acidente tenhamos uma solução final do inquérito”, disse neste sábado, pouco antes de se reunir com parentes das vítimas em um hotel de São Paulo.

No dia 17 de julho de 2007 o avião da TAM percorreu toda a pista do aeroporto de Congonhas sem conseguir parar, atravessou a avenida Washington Luís e atingiu um edifício da própria companhia aérea e um posto de gasolina. Ao todo, 199 pessoas morreram.

De acordo com o presidente da Afavitam (Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054), Dario Scott, o fim da investigação é o maior anseio dos parentes. “O objetivo da associação sempre foi trazer as informações sobre a investigação criminal do acidente”, ressaltou.

Para ele, caso o inquérito seja concluído, a luta dos parentes entrará em uma nova fase. “Se inicia um novo ciclo. Existindo a denúncia, se começa o processo criminal. Começa tudo novamente.”

Na opinião de Marzagão, a Procuradoria deverá indicar vários culpados pela tragédia, principalmente em relação aos erros de procedimento, que mais tarde, foram revistos. “O suposto erro dos pilotos na posição dos manetes não seria o início da tragédia e, sim, o fim dela”, afirmou.

MEMORIAL

Além dos rumos da investigação, a reunião de hoje discutiu a proposta da prefeitura de São Paulo para o memorial que será construído no local do acidente. O projeto apresentado propõe a criação de uma praça para lembrar as vítimas da tragédia.

Apesar de o projeto contemplar reivindicações dos parentes, como a manutenção de uma amoreira que resistiu à explosão, algumas mudanças foram pedidas. Entre elas, a inclusão do anjo que serviu de símbolo para a luta da Afavitam e a marcação do local exato do acidente.

Essa definição é especialmente importante para Márcia de Araújo. Ela é mãe de Michelle Leite, comissária que não pode ser identificada entre os destroços do avião. “[O monumento será] um lugar que possa mostrar para as pessoas que, mesmo com toda aquela catástrofe, com toda desgraça e sofrimento, que ali se foram pessoas especiais de uma forma trágica.”

A Prefeitura de São Paulo abriu uma licitação em abril para contratar o projeto da praça em homenagem aos 199 mortos no acidente do voo 3054.

A prefeitura informou que houve demora na desapropriação de cinco imóveis do entorno do local do acidente, o que só foi concluído no ano passado.

O projeto deve custar R$ 149 mil. Após a conclusão do projeto, será aberta uma nova licitação para a realização da obra.

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