Participação pequena, grandes problemas

O Globo

Participação pequena, grandes problemas
Webjet tem 5% do setor e pouca pontualidade

O conceito baixo custo, baixas tarifas também foi a inspiração da Webjet, que começou a operar em abril de 2005. Vendas por internet e call center, estrutura enxuta e nada de regalias a bordo são suas características. Ela é controlada pela GJP Participações, holding comandada por Guilherme Paulus, acionista da CVC Turismo e proprietário da GJP Hotéis e Resorts. A empresa opera com 24 aeronaves em 16 cidades do país, com mais de mil voos semanais. A Webjet, porém, não consegue aumentar sua participação no setor, em média de 5%. Seus aviões são antigos, ela tem o pior índice de pontualidade do país e o maior número de ações na Justiça entre as aéreas. Como seu capital é fechado, não há números precisos sobre seu faturamento, mas diz-se no mercado que ela não é rentável.

Em setembro, problemas operacionais e jornada excessiva da tripulação provocaram atrasos e cancelamentos acima da média do setor. No mês seguinte, devido a tumultos nos aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu que a empresa vendesse bilhetes até regularizar a situação. No fim de 2010, a Webjet registrou o segundo maior número de queixas de passageiros, depois da TAM. Em janeiro, houve mais atrasos e cancelamentos devido à manutenção de aviões. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a pedir que a Anac reduzisse a malha da empresa, mas ela negociou uma solução.

 

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