Compra da Webjet é bem diferente da aquisição da VRG

Panrotas
Publicada em 11/7/2011 13:06:00
“Compra da Webjet é bem diferente da aquisição da VRG“
Artur Luiz Andrade 

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr., em teleconferência com acionistas e analistas estrangeiros, foi questionado sobre que lições aprendeu com a compra da Varig/VRG, para não repetir os mesmos erros na aquisição da Webjet.

Segundo ele, além de momentos diferentes, são compras bem distintas, com a da Webjet bem menos complexa.

“A Varig foi a rpimeira empresa vendida no Brasil dentro do processo de recuperação judicial. Assim, fomos bem cautelosos”, explicou ele. Também havia a obrigação de a Gol operar voos internacionais de longa distância (hoje eliminados da malha da aérea), o que não ocorre com a compra da Webjet. “Poderemos utilizar como quisermos, fazer o que for bom para ambas”, disse.
Na comparação entre empresas, a Webjet tem melhores índices que os da Varig na época, e os funcionários atuais estão motivados e trabalhando, enquanto os da Varig não recebiam salários e estavam no meio de um processo de concordata.

O conceito de empresa low cost da Webjet também facilita a aquisição. “Não teremos problemas com sistemas de legado, como o de reservas, podemos mudar para o nosso sem problemas”, continuou. Assim, será mais fácil implementar, por exemplo, voos em code-share. Júnior lembrou ainda que logo após a compra houve um grave acidente em Congonhas (da Tam), que mudou as regras do jogo naquele aeroporto, dificultando e limitando as operações.

“Ou seja, é um cenário diferente, companhias diferentes”, concluiu.

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