Gol formaliza compra da WebJet

Folha de São Paulo
02/08/2011 – Atualizado às 16h11.

Gol formaliza compra da WebJet
ANA LUÍSA WESTPHALEN
DO VALOR ONLINE
DE SÃO PAULO

A Gol formalizou nesta terça-feira a compra da WebJet Linhas Aéreas, anunciada no começo de julho.

Conforme comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o contrato de compra e venda foi assinado na segunda-feira por representantes da VRG Linhas Aéreas, controladora da Gol, e pelos acionistas controladores da Webjet. Vale lembrar que a operação ainda depende do aval das autoridades governamentais.

À época da compra, a Gol estimou a Webjet em R$ 310,7 milhões, mas a venda ocorreu por R$ 96 milhões. A diferença (R$ 214,7 milhões) são dívidas.

A companhia espera ainda obter uma sinergia de custos de R$ 100 milhões em dois anos após a aprovação da compra da Webjet.

NEGÓCIO

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deverá determinar que a Gol e a Webjet assinem um acordo para garantir que as operações das duas empresas sejam mantidas separadas até a análise da fusão, informou reportagem da Folha no mês passado.

Pelo tamanho do negócio e pela exígua quantidade de concorrentes, a tendência é que o conselho exija a assinatura de um Apro (Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação).

Esse tipo de acordo é firmado em operações que incluem empresas com grande participação de mercado. Foi feito, por exemplo, na compra da Sadia pela Perdigão.

O documento é a forma de o conselho manter as duas empresas funcionando separadamente até a análise final.

No caso Gol/Webjet, a preocupação do Cade é com os slots (horários e locais para pouso e decolagem), ativos concorridos nos principais aeroportos do país. A incorporação dos slots da Webjet poderá dar um grande poder de mercado para a Gol.

A Gol passaria a ter 40,55% do mercado, ante 44,43% da TAM.

PREÇOS

A compra da Webjet não deve acarretar em aumento nos preços das tarifas da compahia, afirmou o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, no mês passado.

Analistas afirmaram, após o negócio, que a união das empresas poderia acarretar em um aumento de preços para os clientes Webjet –hoje com algumas das passagens mais baratas do mercado.

“O negócio não implicaria aumento de custos. Devemos ganhar eficiência e manter tarifas extremamente competitivas”, afirmou Oliveira Jr. durante teleconferência.

Ele afirmou também que o acordo não deve gerar demissões de funcionários –ocorrência comum em casos de integração de companhias.

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