TAM reverte prejuízo e lucra R$ 60 mi

Folha de São Paulo
São Paulo, quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TAM reverte prejuízo e lucra R$ 60 mi
Tarifas baratas e promoções ajudaram a estimular a demanda no mercado doméstico no segundo trimestre
Companhia trabalha com uma projeção de crescimento para o setor aéreo de 15% a 18% neste ano

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

Apesar de registrar custos mais altos e redução no preço das tarifas, a TAM reverteu o prejuízo e encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 60,3 milhões.
No mesmo período de 2010, o prejuízo foi de R$ 174,8 milhões. Mas o resultado foi 53% inferior ao do primeiro trimestre deste ano (lucro de R$ 128,8 milhões).
Para o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, o segundo trimestre é tradicionalmente o período de menor demanda para o setor.
Com promoções para estimular a demanda fora do horário de pico, a política de tarifas contribuiu para um aumento da demanda.
O resultado, porém, foi uma queda de 21% no chamado “yield” (indicador que reflete o preço das passagens), na comparação com o segundo trimestre de 2010.
Para o terceiro trimestre, Líbano espera uma recuperação de 5% do “yield” na comparação com o ano passado.
A crise financeira internacional e os possíveis reflexos na economia do país não alteraram as projeções da TAM, que prevê crescimento de 15% a 18% do setor neste ano.
No primeiro semestre, a alta foi de 21%. “Está cedo para fazer projeções”, disse Marco Antonio Bologna, presidente da TAM S.A.
“Dado o cenário de tarifas acessíveis, o mercado continuará aquecido.” No entanto, Bologna disse que a TAM está atenta para não exagerar na oferta de assentos.
“Não temos muita ordem de avião para receber acima da necessidade, ao contrário de outras companhias, e temos flexibilidade para ajustar a capacidade.”

LATAM
O Tribunal Constitucional de Chile acolheu ontem uma queixa da PAL Airlines contra a LAN, que aguarda a aprovação de sua fusão com a TAM.
A PAL alega que um acordo da LAN com a Fiscalía Nacional Económica (órgão do governo do Chile que zela pela livre concorrência) para mitigar os efeitos da fusão é inconstitucional. O tribunal deu cinco dias para as partes se manifestarem.
A Justiça chilena, porém, decidiu não suspender, “por hora”, como queria a PAL, a investigação anticoncorrencial que está sendo realizada pelas autoridades chilenas.

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