TAM reduz plano de frota para 2012 e diminui voos internacionais do Rio

TAM reduz plano de frota para 2012 e diminui voos internacionais do Rio
Empresa espera crescimento menor do mercado por causa da crise global
Danielle Nogueira
danielle.nogueira@oglobo.com.br 

Michel Filho/19-2-2010

AVIÕES DA TAM que fazem rota SP-Milão serão substituídos por menores e que consomem menos combustível

● A TAM, maior companhia aérea do país, anunciou ontem que terminará o ano de 2012 com menos aviões que o previsto. Serão 159 aeronaves, em vez de 163. A redução na expansão da frota — em 2010 eram 151 aviões — atinge apenas as rotas domésticas e é reflexo da crise econômica global, que deve respingar sobre o Brasil e reduzir o ritmo de crescimento da demanda por voos no país. No segmento internacional, a expansão da frota está mantida. No entanto, a aérea reduzirá, a partir de outubro, o número de decolagens do Rio com destino a Frankfurt e Londres. Em maio, as frequências para essas duas cidades haviam sido ampliadas.

Para ajustar o plano de frota, a TAM não renovará contratos de leasing para quatro aviões. A oferta de assentos para 2012, porém, crescerá 4%, com o uso das aeronaves por mais horas. “Confiamos no crescimento do Brasil e do mercado de aviação no próximo ano, mas entendemos que um ajuste em nosso plano de frota é necessário para assegurar a rentabilidade do negócio”, disse em nota Líbano Barroso, presidente da TAM.

Gol mantém plano, Azul quer dobrar frota

Gol mantém plano, Azul quer dobrar frota A TAM estima avanço de 15% a 18% da demanda doméstica em 2011. Para 2012, esse ritmo não deve se manter “em virtude das incertezas que cercam a economia mundial”, disse a empresa em nota, sem revelar a estatísticas para o ano que vem. O especialista em aviação Alemander Pereira, da FGV Projetos, prevê alta de 10% do mercado interno em 2012, metade dos 20% esperados para este ano:

— Há uma expectativa de desaceleração da economia e de encarecimento do crédito, o que deve ter implicações sobre a procura. Além disso, uma taxa de 20% de crescimento anual não é sustentável. O Brasil tem limitações de infraestrutura.

No segmento internacional, a TAM vai trocar os Airbus A340 que operam a rota São Paulo–Milão por Airbus A330, com menos assentos e que consomem menos combustível. Além disso, as partidas do Rio para Frankfurt serão quatro vezes por semana em vez de sete e, para Londres, cairão de seis para três vezes. Essas medidas proporcionarão ganhos de US$ 50 milhões/ano.

Maior concorrente da TAM, a Gol manterá seu plano de expansão de frota, que prevê encerrar 2011 com 115 aviões e 2012 com 119, atingindo 131 aeronaves em 2015. Ainda assim, terá uma frota menor que a da TAM, que prevê 179 aviões em 2015. A Gol teve prejuízo de R$ 358 milhões no último trimestre. Já a TAM teve lucro de R$ 60,3 milhões.

A Azul, que responde por 9% do mercado doméstico, não vai alterar seu plano de expansão de frota por causa da crise. A empresa, que tem 39 aviões hoje, encomendou 40 ATRs (avião para uso regional), e as aeronaves começam a chegar no fim do ano. Procuradas, Avianca e Webjet não se manifestaram.

 

 

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