Azul quer 1O% do mercado até o fim do ano

O Globo
16/10/2011

Azul quer 1O% do mercado até o fim do ano
Neeleman, que preside o Conselho da aérea, aposta em novas rotas para crescer e descarta venda da empresa
Danielie Nogueira
danielle.nogueira@oglobo.com.br
Enviada especial

BARUERI (SP). Apesar do cenário de consolidação no setor aéreo. David Neeleman, fundador e presidente do Conselho de Administração da Azul, descarta a venda ou a fusão da terceira maior companhia aérea do país. Para mantê-la competitiva e alcançar uma fatia de 10% do mercado doméstico ainda este ano, ele aposta na abertura de novos mercados. E, mesmo diante de um possível agravamento da crise internacional, pretende triplicar a frota até 2015, ao contrário de concorrentes como a TAM, que recentemente acenou com a redução da frota.

A última coisa de que o Brasil precisa é que a gente venda a companhia. Temos que espalhar, não concentrar — diz Neeleman, ao ser perguntado se estava disposto a vender a Azul, após a compra da Webjet pela Gol e com a proximidade do aval do governo brasileiro à fusão da TAM com a chilena LAN.

Em agosto, a Azul tinha 9,3% do mercado interno, atrás de Gol (38,8%) e TAM (38,4%), segundo os últimos dados disponíveis da Agência Nacional de Aviação Civil Anac. Para chegar aos 10% almejados por Neeleman, a a& rea aguarda autorização da agência para quatro pedidos de novas rotas: são elas Caxias do Sul (RS), Sinop (MT), Bauru (SP) e Paulo Afonso (BA). Hoje, a Azul atende a 40 destinos.

Mais de 50% de nossos voos são entre cidades em que não temos concorrentes. E, nos lugares onde ternos concorrentes, acreditamos que nosso market share é de 70%. Isso é o que importa.

Confiante na expansão da aviação no Brasil, apesar do possível agravamento da crise econômica global, Neeleman pretende elevar o atual número de aviões de que dispõe a Azul (são 41 aeronaves, sendo 33 jatos e oito ATRs) para 126 unidades até 2015, quando a frota deverá ser composta por 86 jatos e até 40 ATRs. A empresa não revela o investimento.

O otimismo com o setor não significa, porém, que as empresas terão margem para reajustes dos preços das passagens este ano, diz.

— No segundo trimestre, houve uma guerra de tarifas, mas isso não foi sustentável. Desde então, as passagens já aumentaram um pouco. Não vejo espaço para novos aumentos.

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