Cidades terão 'cemitério' para aeronaves

Folha de São Paulo
São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012Cidades terão ‘cemitério’ para aeronaves
DE BRASÍLIA  

Se, até março, não forem retiradas duas aeronaves da Vasp que estão paradas em Manaus (AM), a Infraero terá de parar a obra de ampliação da área de embarque e desembarque do aeroporto da cidade, uma das sedes da Copa-14, diz o juiz auxiliar Marlos Augusto Melek, do Conselho Nacional de Justiça.

Em Congonhas, os 118 mil metros quadrados empatados com sucatas da Vasp renderiam, no mínimo, R$ 515 mil por mês à Infraero com aluguel, se ela transformasse todo o espaço em hangares.

Considerando que as aeronaves estão lá desde 2004 e 2005, em valores de hoje, o governo deixou de arrecadar pelo menos R$ 43 milhões.

Além de resolver o problema das aeronaves que estão encalhadas, será necessário estabelecer uma mudança nas regras em vigor para evitar novo acúmulo de aviões com pendências judiciais nos aeroportos do país.

A proposta encampada pelo CNJ é criar um “aeroporto de referência” em cada região. Na prática, serão escolhidas algumas cidades que funcionarão como cemitérios oficiais dessas aeronaves.

A lista em discussão prevê que os aeroportos situados em Boavista (RR), Cruzeiro do Sul (AC), Santarém (PA), Petrolina (PE), Corumbá (MT) eBagé (RS) sejam usados com essa finalidade.

O maior problema tem sido definir um aeroporto na região Sudeste. Por enquanto, uma sugestão é usar a pista de teste da Embraer localizada em Pirassununga (SP).

Segundo Melek, os aviões também não poderão ficar mais parados indefinidamente. “Vamos fixar o prazo de oito meses. A partir daí a aeronave entra num processo de perecimento irreversível. A idéia aí é vendê-la e depositar o dinheiro em juízo”, afirmou Melek.

 

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