Latam terá 24 meses para escolher aliança global

Panrotas
Publicada em 27/1/2012 17:22:00

Latam terá 24 meses para escolher aliança global

Após o início da Latam, programado para 1º de abril próximo, a nova companhia aérea formada da fusão da chilena Lan e da brasileira Tam terá 24 meses para decidir em qual aliança aérea permanecerá, uma vez que a empresa chilena integra desde 2000 a Oneworld e a brasileira é membro, desde maio de 2010, da Star Alliance. A informação foi dada em entrevista exclusiva do CEO da Tam, Líbano Barroso, ao Ladevi, em Adis Adeba, na Etiópia. Líbano Barroso foi um dos presidentes das aéreas membros da Star Alliance que estiveram na Etiópia para dar as boas-vindas à Ethiopian Airlines na aliança global. Leia, abaixo, trechos da entrevista.

“Hoje somos líderes indiscutíveis na região. No segmento doméstico temos 39,6% de market-share, enquanto no internacional nossa participação chega a 88,5%. Além disso, com 159 aviões, contamos com a maior frota no Brasil (…). A idéia é seguir consolidando e expandindo rotas, mas para isso precisamos de mais aeronaves, como os quatro Boeing 777 que esperamos receber até o final de 2012.”

“Somos muito otimistas em relação ao futuro da Latam, já que reunindo as forças de Lan e Tam nascerá a segunda companhia aérea do mundo em valor de mercado, superada apenas pela Air China. A Tam somará 150 aviões e cerca de 29 mil funcionários, enquanto a Lan acrescentará 120 aeronaves e ao redor de 20 mil trabalhadores.”

“Segundo decisão do Tribunal, a partir da criação da Latam teremos 24 meses para tomar a decisão sobre a aliança global em que participaremos. Para isso, vamos levar em consideração o melhor para o cliente em relação a conexões e programas de fidelidade, além do mais vantajoso para a Latam em termos econômicos.”

“Ambas companhias, Lan e Tam, vão funcionar separadamente, com identidade própria, como ocorre hoje com a British Airways e a Iberia. O plano é somar sinergias, aproveitando a economia de escala de compras conjuntas e as melhores conexões possíveis nas respectivas redes. Essas ações implicarão em redução de custos estimada em US$ 400 milhões anualmente.”

Maria Izabel Reigada

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