American Airlines quer negociar dívida de US$ 1,6 bi com banco

Folha de São Paulo
São Paulo, quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012American Airlines quer negociar dívida de US$ 1,6 bi com banco
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

A American Airlines (AA) quer renegociar sua dívida de US$ 1,6 bilhão (R$ 2,7 bilhões) com o BNDES e pensa em adquirir mais aviões da Embraer. Em viagem ao Brasil, o presidente da empresa, Thomas Horton, disse que negocia com o banco uma redução de parte da dívida, contraída para aquisição de 200 aviões regionais da Embraer.

Segundo Horton, a renegociação poderá envolver ainda a devolução de alguns dos 200 aviões da Embraer, que constituem a garantia do contrato. “Ainda não há uma definição, mas pensamos em parar de operar o modelo menor, o 135, que é menos eficiente”, disse Horton.

Segundo ele, existe uma “grande oportunidade de manter a parceria com a Embraer para a renovação da frota da American Eagle [subsidiária dedicada a voos regionais da AA]”.

Horton diz que a empresa, que desde novembro está em recuperação judicial, quer sair do processo maior e mais forte. “Teremos a frota mais jovem dos EUA para crescer de forma lucrativa”, disse ele, que assinou recentemente contratos de compra de 460 jatos de Boeing e Airbus.

A empresa também encomendou o Dreamliner (787) da Boeing e será a primeira companhia americana a operar os novos 777/300.

Numa demonstração de que conta com o mercado brasileiro para se reerguer, a AA já escalou o primeiro 777/300 para a rota Dallas-SP.

O avião, equipado com conexão Wi-Fi em todas as classes, entra em operação em junho, junto com a ampliação de frequências e rotas. A rota Dallas-SP passará de sete para 12 voos semanais.

Os voos de Miami para Brasília e para Belo Horizonte passarão a ser diários. E a empresa inaugura seu sétimo destino no Brasil, com a rota Miami-Manaus. “A facilitação dos vistos vai dar um grande impulso para o turismo”, diz Horton, que se disse “entusiasmado” com a privatização dos aeroportos no Brasil.

A agenda do executivo, que também preside a aliança Oneworld, também incluiu conversas com a TAM, que hoje integra a StarAlliance, mas negocia sua ida para a Oneworld a partir da conclusão da fusão com a Lan, prevista para março.

“A Lan me pediu uma proposta no sentido de acelerar o ingresso imediato da TAM”, disse. “Esse negócio de companhias aéreas está se transformando, cada vez mais, em um jogo de alianças.”

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