Fábrica da Boeing vira atração turística

Valor Econômico
02/05/2012 

Fábrica da Boeing vira atração turística
Por De Everett


A Boeing produz na unidade de Everett quatro modelos de aeronaves e arrecadou US$ 3,8 milhões apenas com a visita
de 190 mil turistas, no ano passado.

Trinta e cinco mil funcionários em três turnos, 15 restaurantes, cinco cafeterias, quatro mil bicicletas para circulação interna, seis portões na entrada principal, com o tamanho de um campo de futebol americano, cada, para a movimentação de aeronaves. Esses são alguns dos números da maior fábrica do mundo, a de aviões comerciais da Boeing, em Everett, no Estado de Washington, a 30 minutos de carro da maior cidade daquela região, Seattle.

São cerca de 400 mil m2 de área construída, o equivalente a 47 campos de futebol do Maracanã. O terreno tem área total de 4 milhões de m2, área suficiente para abrigar 2,5 aeroportos do tamanho de Congonhas.

Em Everett, são fabricados aviões comerciais da Boeing, das famílias 747, 767, 777 e o 787, este último considerado o mais moderno avião em operação no mundo, também conhecido como “Dreamliner”. Cerca de 80% da produção de aviões comerciais da Boeing é exportada, o que torna a empresa a maior exportadora dos Estados Unidos.

As dimensões e as curiosidades em torno da fábrica da Boeing, em Everett, viraram atração turística. Somente em 2011, 190 mil pessoas visitaram o local. Lá eles souberam, por exemplo, que um avião 777 contém em torno de três milhões de peças. Como é cobrado ingresso individual é de US$ 20, a Boeing arrecadou US$ 3,8 milhões só com as visitações.

Uma aeronave precisa de 12 a 14 meses para ser construída. Somente na etapa de pintura são quatro dias. Por mês, em média, a Boeing produz 42 aviões, em Everett, mas tem um agressivo plano de aumento de produção em suas três fábricas, de 40%.

Segundo o diretor de comunicações internacionais da Boeing para a aviação comercial, Paul Lewis, são produzidos atualmente 35 unidades por mês do 737, mas ideia é chegar a 42 em 2014. Para o 747, a meta é passar de 1,5 para dois nos próximos meses. Dos atuais sete aviões 777, o objetivo é aumentar para 8,3, em 2013. Para o 787, a Boeing planeja expandir a produção de 3,5 para até dez, até o fim deste ano. (AK)

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