Anac certifica nova manobra para pouso que promete reduzir tempo de ponte-aérea

Primeira autorizada, Gol faz voo-teste no Rio e afirma que procedimento garante mais segurança para aproximação em condições meteorológicas adversas

Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro | 05/05/2012 17:30:21

  • Foto: DivulgaçãoNova manobra promete reduzir tempo e ruído de voos

A Anac certificou na tarde deste sábado, com um voo-teste da Gol, uma nova manobra de aproximação e pouso que reduz o ruído, diminui o tempo de viagem de 3 a 4 minutos, economiza combustível e a reduz emissão de CO2 na atmosfera.

De acordo com o vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan, a manobra – chamada de “Performance de Navegação Requerida (RMP, na sigla, em inglês) – “garante em 80% a aproximação e o pouso dos voos em condições de neblina, chuva e mau tempo”.

O procedimento será inicialmente adotado nos voos São Paulo-Rio e 23 dos 120 aviões da frota da Gol estão habilitados a adotá-lo.

“Trafegamos com maior PIB do Brasil nessa rota. Visualizamos uma vantagem competitiva para a empresa, com diferenciais de preço e qualidade, em relação à concorrência.

A manobra consiste em reduzir a altitude gradativamente de 1500 pés (cerca de 500 metros) para 300 pés (cerca de 100 metros) a partir do Campo dos Afonsos (zona norte do Rio) – o que permite melhor visualização da pista –, até o Aeroporto Santos Dumont, no centro. Para o passageiro, a mudança de procedimento é imperceptível.

O procedimento já é muito usado na Austrália, Estados Unidos e Canadá e chegou ao Brasil pela Gol, e certificado pela Anac e pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). A Azul também pediu a certificação esta semana, em processo que dura um ano.

Segundo Carlos Eduardo Pellegrino, diretor de operações de aeronaves da Anac, a agência “está de portas abertas para que outras empresas tenham a mesma iniciativa para melhorar as condições de voo no país. Os planos são de expandir para os aeroportos de Navegantes e Londrina”.

De acordo com nota da Gol, “a performance permite a otimização do espaço aéreo por meio de trajetórias mais precisas, sem depender de sinais terrestres de rádio-navegação”. “Essa precisão torna possível o pouso em condições meteorológicas que normalmente poderiam obrigar aeronaves a aguardar para pouso, desviar para outros aeroportos ou até mesmo a empresa a cancelar voos antes da partida.”

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