Dono da Azul muda de opinião sobre rivais

Estado de S.Paulo
11 de maio de 2012 | 3h 08

Dono da Azul muda de opinião sobre rivais
GLAUBER GONÇALVES / RIO
O Estado de S.Paulo
 

Depois de dizer na quarta-feira que Gol e TAM estariam “na contramão” do setor por terem anunciado redução de oferta, o presidente do Conselho de Administração da Azul, David Neeleman, atenuou o discurso e afirmou ontem que as duas companhias estão fazendo as “coisas certas” neste momento. “Se eu fosse presidente da Gol ou da TAM, eu faria a mesma coisa”, declarou, lembrando o prejuízo registrado por ambas as aéreas no ano passado.

Segundo Neeleman, que participou de evento realizado pela revista The Economist, no Rio, a Azul vem registrando resultados trimestrais positivos desde o terceiro trimestre do ano passado. “Nos últimos três trimestres temos as melhores margens do Brasil”, disse. Ele creditou o resultado ao fato de a Azul atuar fortemente em mercados pouco explorados e com baixa ou nenhuma concorrência.

O presidente do conselho revelou, porém, que o segundo trimestre de 2012 não está sendo tão positivo para a companhia. Esse período historicamente costuma ser fraco para o setor aéreo.

Planos. O executivo reafirmou a intenção de iniciar operações internacionais até o fim de 2012. De acordo com ele, a empresa tem interesse, por enquanto, apenas no Mercosul, região que poderia atingir sem comprar aviões maiores.

No entanto, a Azul enxerga como atraentes apenas os mercados do Uruguai e da Argentina, afirmou Neeleman, citando como possíveis destinos Punta del Este e Bariloche. “Além da Argentina e do Uruguai, não tem muito sentido (iniciar operações). Não estou achando muitas pessoas no Brasil que queiram voar para a Bolívia”, declarou.

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