Gol busca parceiros para crescer no setor de encomenda

O Estado de S.Paulo
05 de junho de 2012 | 3h 16

Gol busca parceiros para crescer no setor de encomenda
Divisão responsável pelo transporte de cargas pretende aumentar sua base atual de franqueados
RENATO JAKITAS – O Estado de S.Paulo

A evolução do comércio eletrônico brasileiro, que cresceu 76,4% nos últimos dois anos, renova atualmente o fôlego do segmento de entregas expressas no País. E o tráfego de mercadorias deve aumentar com a aproximação de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo.

Por isso, na esteira desse desenvolvimento, as companhias de aviação intensificam suas ações no segmento. A Gollog, que cuida do sistema de entrega de cargas da Gol Linhas Aéreas, é um exemplo dessa movimentação. A empresa, inclusive, pretende ampliar em 24% sua base de franqueados.

A Gollog atua por meio do sistema de franchising desde 2005 e conta atualmente com 105 franqueados, responsáveis pela captação, entrega e também pelo manuseio das encomendas.

“A gente está vivenciando um crescimento puxado, principalmente, pelo segmento de encomendas expressas. No ano passado, esse setor específico avançou 56% dentro da empresa e, neste ano, apenas no primeiro trimestre, cresceu 10%”, diz Carlos Figueiredo, que atua como diretor de cargas da Gol.

Segundo o executivo, toda a divisão de cargas registrou alta de 52% no faturamento nos últimos dois anos – para 2012, como reflexo do recrudescimento da atividade industrial, a empresa deve crescer 17%.

À parte todas as previsões, um dos principais desafios enfrentados por Figueiredo neste momento é encontrar empreendedores com o perfil desejado para tocar uma franquia da Gollog.

Não faltam interessados – segundo o executivo, a empresa recebe cerca de mil consultas ao ano. O problema é o perfil exigido, bastante específico. Na Gollog, a preferência é por candidatos que tenham atuado no segmento ou com experiência anterior como empreendedores.

“Ter perfil para operar uma franquia em transporte aéreo é um dos principais pontos. Os riscos nessa área, a meu ver, estão mais associados à capacidade de gestão. Esse negócio exige conhecimentos financeiros e operacionais que não são tão simples”, afirma Manoel Reis, professor de logística e supply chain da Fundação Getúlio Vargas.

O empresário cearense Evenor Mattos Júnior resume bem o perfil descrito por Figueiredo. Formado em administração de empresas, ele atuou vinte anos como executivo de um grande grupo de transporte e, há cerca de um ano e meio, vem se preparando para assumir um centro de operações da Gollog, previsto para ser inaugurado até o final deste mês em Osasco, cidade da grande São Paulo.

Aposta. “Eu já queria ter meu negócio e, em vez de ser um agente de carga, como muita gente, optei por ser um franqueado. O que me chamou a atenção foi a malha aérea, que é grande. A gente vê o crescimento do setor e percebe que o negócio esta altamente aquecido”, afirma Evenor Mattos Júnior.

O empresário conta que investiu R$ 220 mil para erguer o negócio, entre taxas de franquias e infraestrutura – encontrar o imóvel para montar a unidade, contratar sete funcionários e adquirir três veículos: um caminhão, uma moto e um automóvel utilitário de pequeno porte.

Evenor, porém, está animado com a possibilidade de retorno que o investimento pode trazer em breve. “Minha previsão é faturar entre R$ 600 mil e R$ 800 mil em um ano e meio”, afirma o empreendedor.

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