Passagem aérea sobe mais na AL

Valor Econômico
22/06/2012

Passagem aérea sobe mais na AL
Por Alberto Komatsu | De São Paulo

A América Latina registrou aumento médio de 9% nos preços das passagens aéreas de viagens corporativas domésticas, na classe econômica, no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Foi a maior variação global, conforme pesquisa da Carlson Wagonlit Travel (CWT), a maior empresa do mundo de turismo corporativo. A CWT administra as viagens de empresas de grande porte, fazendo a emissão de passagens e reserva de hotéis, por exemplo.

A América Latina ficou à frente da região que abrange Europa, Oriente Médio e África, com aumento médio de 3% nos preços dos bilhetes de viagens corporativas domésticas. Na América do Norte, as passagens aéreas tiveram retração de 1%, mesma variação observada na Ásia/Pacífico no primeiro trimestre, na comparação anual.

“Na América Latina, as companhias aéreas conseguem repassar a alta dos custos para os preços. Não é que haja um monopólio, mas a concentração de mercado em uma ou duas empresas”, afirma o presidente da CWT no Brasil, André Carvalhal.

O executivo, que também cuida da operação latino-americana da Carlson Wagonlit, cita como exemplos de empresas que têm a hegemonia de seus mercados a Aeroméxico (México), a Avianca-Taca (Colômbia), a LAN (Chile), além da TAM e da Gol.

“A pressão inflacionária, nos Estados Unidos, não é tão forte quanto na América Latina. Acredito que isso também influencia para as empresas aéreas poderem repassar os custos nos preços das passagens”, afirma Carvalhal.

No Brasil, ele afirma que o preço das passagens aéreas de viagens corporativas domésticas acumula aumento de 10% de janeiro a maio, conforme levantamento da CWT no país. A pesquisa relativa ao primeiro trimestre, feita em Paris pela Carlson Wagonlit Travel Institute, não detalha dados por países.

De acordo com o executivo, o aumento no preço médio das passagens domésticas acumulado até maio, no Brasil, contribuiu para a CWT revisar, para cima, sua previsão de faturamento para 2012. No fim do ano passado, Carvalhal projetava R$ 1,5 bilhão, mas o cálculo agora é de R$ 1,7 bilhão.

Carvalhal conta que a previsão de faturamento para 2012 representa um crescimento de 55%, ante 2011. São cinco pontos percentuais a menos do que previa inicialmente, por conta da desaceleração da aviação e da economia.

A América Latina também liderou os reajustes de preços de passagens aéreas de viagens corporativas domésticas no último trimestre de 2011, na comparação anual, com aumento de 20%.

O segundo maior aumento de preços de bilhetes aéreos, de 7%, veio da América do Norte e do grupo que abrange Europa, Oriente Médio e África. Na Ásia Pacífico, o aumento de preço foi de 4%.

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