Companhia aérea registra prejuízo de R$ 928 milhões

Valor Econômico
13/08/2012

Por Natalia Viri | De São Paulo 

No primeiro trimestre de integração com a LAN, concluída em 22 de junho, a TAM não teve boas notícias para os novos parceiros. Entre abril e junho, a companhia registrou prejuízo de R$ 928 milhões, contra lucro de R$ 60,3 milhões verificado um ano antes.

O arranhão no balanço da Latam – holding que une as duas companhias – só não foi maior porque os resultados do novo grupo no trimestre consideraram apenas oito dias de operação da TAM – de 22 a 30 de junho. A Latam Airlines encerrou o segundo trimestre com lucro de R$ 97,7 milhões.

Os vilões do balanço da brasileira foram, novamente, gastos com combustíveis e dólar mais caro. As receitas cresceram 5,8%, para R$ 3,23 bilhões, mas foram superadas pelas despesas operacionais, que somaram R$ 3,51 bilhões, alta de 15,5% na comparação anual. O maior impacto veio dos gastos com combustíveis, alta de R$ 266 milhões, para R$ 1,35 bilhão.

O resultado operacional, medido pelo Ebit (lucro antes de juros e impostos, na sigla em inglês) ficou no vermelho, em R$ 284,2 milhões, em comparação a um lucro operacional de R$ 8,8 milhões entre abril e junho do ano passado.

O maior tombo, no entanto, veio da linha financeira. Os gastos com pagamento de juros e variação cambial foram de R$ 608,2 milhões no trimestre. Um ano antes, o rendimento de aplicações e o real mais forte levaram a receitas financeiras de R$ 166 milhões.

Na holding Latam, o lucro subiu para R$ 97,7 milhões, em comparação aos R$ 25,5 milhões registrados pela LAN entre abril e junho do ano passado. Os números do grupo incluem as demonstrações financeiras da chilena (que foi renomeada para Latam após a fusão) e oito dias de resultados da TAM.

A receita líquida da holding foi de R$ 3 bilhões, alta de 46% em relação a um ano antes. Os custos subiram 47%, para R$ 2,4 bilhões, reduzindo a margem bruta, de 21,6% para 20,9%. O lucro bruto foi de R$ 635,6 milhões, 41% maior na comparação anual.

As despesas operacionais, por sua vez, subiram 49%, para R$ 591 milhões, levando o Ebit (lucro antes de juros e impostos, na sigla em inglês) a uma queda de 18%, para R$ 44,2 milhões.

O avanço na última linha do balanço foi impulsionado pelo resultado financeiro, onde foi contabilizada uma receita de R$ 90,1 milhões, contra despesas de R$ 33,5 milhões um ano antes. A principal diferença nessa linha veio da variação cambial, que adicionou R$ 109 milhões ao resultado.

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