Ação da Gol cai 11% com expectativa 'frustrada'

O Estado de S.Paulo
03 de outubro de 2012 | 3h 08

Investidores esperavam que empresa anunciaria acordo com aérea estrangeira, em vez de compra de 60 aviões

MARINA GAZZONI
O Estado de S.Paulo


As ações da Gol despencaram 10,94% no pregão de ontem, devolvendo toda a valorização que registraram na segunda-feira, de 10,63%. A gangorra na cotação dos papéis da companhia aérea é um reflexo de uma expectativa dos investidores que não se concretizou, segundo os analistas do Santander e do Itaú BBA. 

A empresa convocou a imprensa no início da tarde de segunda-feira para uma entrevista às 17h30 na qual faria um anúncio importante. A Gol comunicou que encomendou 60 aeronaves da Boeing com entrega prevista para a partir de 2018.

“Os rumores do mercado sobre o possível anúncio é que provocaram uma valorização de 10,63% nas ações. Os cenários esperados pelo mercado incluíam uma fusão e aquisição envolvendo a Gol ou a venda do Smiles”, disseram as analistas Renata Faber e Thais Cascello, em relatório do Itaú BBA. Elas consideram que a empresa fez “muito barulho para uma encomenda de aeronaves” e já projetavam a queda das ações no pregão de ontem.

Os analistas do Santander Leonardo Milane e Guilherme Guntovitch também atribuíram a valorização da empresa na segunda-feira à expectativa de “uma possível troca de controle ou decisão sobre o IPO do Smiles”.

O anúncio de uma grande encomenda de aeronaves pela Gol foi inesperado, já que a empresa está em um momento de redução de capacidade, disse o analista Eduardo Couto, em relatório do Goldman Sachs. Segundo ele, “esse pedido pode renovar as conjecturas sobre uma potencial fusão e aquisição da Gol, já que a companhia não sinalizou como vai financiar as encomendas”.

Procurada ontem, a Gol não se pronunciou sobre a questão. Na segunda-feira, o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, classificou como “especulações” os rumores de venda da companhia.

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