Jato derrapa em Congonha e fere três

Folha de São Paulo
SEGUNDA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO DE 2012

Jato derrapa em Congonha e fere três
Avião decolou de Florianópolis com três ocupantes a bordo e só parou antes de atingir o muro do aeroporto
A aeronave, que é de uma empresa de táxi aéreo, estava com a documentação regular segundo a Anac

RICARDO BUNDUKY
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Um jato executivo derrapou ao pousar na pista auxiliar do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na tarde de ontem.

A aeronave acabou em um gramado e só parou ao lado de um muro do aeroporto.

O piloto Michael Gaail, 66, teve traumatismo craniano e foi internado no hospital Santa Paula. Já o copiloto Rafael Ferreira, 21, fraturou o nariz.

Elaine Gaail, 37, mulher de Michel, também estava no jato, e teve apenas ferimentos leves. Ela teve alta ontem.

O acidente ocorreu por volta das 17h30. O Cessna, modelo Citation CJ3, de prefixo PR-MRG, havia decolado de Florianópolis (SC). Com capacidade para oito ocupantes, ele estava em situação regular na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O aeroporto fechou para pousos e decolagens das 17h35 às 18h41. A av. dos Bandeirantes também foi interditada no sentido Imigrantes para os trabalhos de resgate.

Segundo testemunhas, assim que o avião saiu da pista, ele desceu pela cabeceira, bateu em um degrau e atingiu o chão “como uma pedra”. Uma das turbinas ficou ligada, fazendo a aeronave girar no lugar. A fuselagem rachou.

“Os bombeiros chegaram muito rápido, menos de dois minutos, e foram logo jogando espuma”, disse o analista financeiro Leandro de Felippe Branquinho, 29.

A espuma é usada para evitar incêndio provocado pelo combustível do avião.

A Anac informou que a aeronave é da empresa Tropic Air, com sede na Bahia. Nenhum representante foi localizado pela reportagem.

O projetista Giusepe Voto, 51, morador de uma rua próxima do aeroporto, disse ter visto o momento em que os ocupantes saíram do jato.

Não chovia no momento do acidente, o que, segundo especialistas, reforça a hipótese de que tenha ocorrido falha no avião ou do piloto.

O acidente será investigado pela Aeronáutica. A Anac também fará uma inspeção, por se tratar de táxi aéreo.

 


SAIBA MAIS

Aeroporto já teve acidentes semelhantes
Não é a primeira vez que aeronaves escorregam na pista de Congonhas.

Em 4 de janeiro de 2003, um jato executivo que transportava o então presidente do PL, Valdemar Costa Neto, derrapou após o pouso e parou perto da av. dos Bandeirantes. O deputado teve apenas cortes na mão, mas a asa do avião atingiu um ambulante.

Após o acidente da TAM em 2007, que deixou 199 mortos, o Ministério da Defesa reduziu a pista principal e auxiliar do aeroporto em 300 e 240 metros, respectivamente, para a criação de áreas de escape.

No dia 3 de setembro de 2008, um bimotor derrapou depois que o piloto abortou a decolagem. A aeronave não conseguiu frear e parou em um muro. Três ficaram feridos.

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