Manutenção Aeronáutica precisa de profissionais no mercado

G1
14/11/2012 18h15

Ocupação tem apenas dois estudantes disputando a Olimpíada do Conhecimento e é uma das profissões que mais demandam técnicos
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Olimpíada (Foto: Maurício Nascimento)

Quem visitar o Pavilhão de Exposições do Anhembi até sábado, 17, poderá ver de perto dois modelos de avião da empresa Zenith, o Zodiac CH 650B e o STOL. Os exemplares estão servindo de prova para os estudantes que competem na ocupação Manutenção Aeronáutica. Bruno Batista Moreira, 21 anos, de São Carlos, interior de São Paulo, e Felipe Augusto Kupchak, 22, de São José, Santa Catarina, são os dois únicos competidores da prova.

A baixa demanda de estudantes nesta modalidade é reflexo do crescimento recente da aviação brasileira. “Como a formação de um técnico leva bastante tempo, porque além dos dois anos dentro da escola, ainda há um período para obter a certificação, não há técnicos suficientes para atender a demanda tão grande no mercado”, garante o avaliador-líder, George Lima.

Se por um lado o mercado de aviação é o mais sedutor quando o assunto é salário inicial (a média é R$ 2.400), por outro, a profissão exige muito empenho dos estudantes. “Na aviação as situações são críticas, não se admitem erros. A disciplina é a principal característica do profissional desta ocupação, porque lá em cima não tem acostamento”, completa o avaliador.

A Olimpíada do Conhecimento é uma boa oportunidade, para quem se interessa pela profissão, de perceber que a aviação não é tão cara quanto se imagina. Os modelos em exposição são uma demonstração de que tanto os preços quanto a manutenção são de fácil acesso. Para o avaliador, o estudante pode seguir carreira e, em um escala progressiva, chegar até a aviação comercial das grandes companhias aéreas, as quais utilizam tecnologias de ponta.

O mercado de trabalho está convidativo e quem ousar seguir em frente se dará muito bem nos próximos anos. Além das grandes empresas, como a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), outras opções são as aviações de taxi aéreo, jatos executivos e a aviação offshore, segmento que opera helicópteros nas plataformas de petróleo.

Além do aquecimento do mercado, voar representa mais para aqueles que investem na área e, geralmente, é um amor que nasce ainda quando criança. “É inexplicável a paixão pela aviação. Eu comecei com 15 anos e nunca consegui me desvincular da profissão. Voar é uma sensação de liberdade, é ter em mãos o que o homem conseguiu fazer com a tecnologia”, finaliza o avaliador.

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