Gol retoma plano original de ser 'Low cost'

O Globo
Sábado 24.11.2012
Um ano atrás, grupo planejava fazer da Webjet sua empresa de baixa tarifa, para atrair classe média que nunca voou
NEGÓCIOS & cia
Flávia Oliveira

Junto com a demissão de 850 funcionários e a “aposentadoria” de duas dezenas de aviões da Webjet, a Gol sepultou o plano de fazer da empresa que incorporou em 2011 seu braço de low cost. Na origem, era essa a intenção do grupo. A Webjet seria a companhia de baixa tarifa e operação sem luxo, porta de entrada da nova classe média no setor aéreo. Já a Gol se posicionaria uns degraus acima, com frota mais moderna e serviços agregados. A alta e posterior estabilização do dólar no patamar de R$ 2 e os sucessivos reajustes nos preços do querosene de aviação derrubaram o projeto. Mais da metade dos custos da companhia estão atrelados à moeda a”icana, O combustível, que era 20% das despesas há 12 anos, engole 46% hoje. Para piorar, os 20 Boeings 737 300 da Webjet bebem demais, diz a Gol. “A economia retraída e a pressão nos custos tornaram a operação inviável’; diz uma fonte. Em três trimestres de 2012, a companhia acumulou R$ 1 bilhão de prejuízo. O sinal verde do Cade à extinção da marca Webjet foi a senha para a reestruturação. A Gol ressuscitou seu plano de voo original: será sua própria low cost, sem intermediários. É o caminho para trazer a rentabilidade perdida.

Vinte
BOEINGS NO CHÃO
Desde ontem, os 20 aviões 737 300 da Webjet, com 21 anos de uso, já não voam. Quatro 737 800, mais modernos, que a Gol emprestara à controlada, estão sendo repintados de branco e laranja.

Recommended Posts

Start typing and press Enter to search