Mão de obra, querosene e tarifas estão na pauta da Abear

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22/11 – 13:38
Por: Luciano Palumbo

Com a amplitude de atuar sobre temas referentes à competitividade do segmento aéreo, redução de custos, desenvolvimento de pessoas e sustentabilidade, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) vai divulgar – no máximo – em fevereiro de 2013, seu Programa de Formação e Qualificação de Mão de Obra, que tem como objetivo buscar novas estruturas para a qualificação pessoal hoje ultrapassada. Ainda na pauta estão discussões como redução de alíquotas sobre o QAV e tarifas.

“Hoje temos um modelo de qualificação da década de 50, idealizado por Assis Chateaubriand”, disse o consultor da associação, Adalberto Febeliano, referindo-se à febre do jornalista em pulverizar aeroclubes pelo país a fim de incrementar a mão de obra na época. “Nosso modelo está ultrapassado. Buscamos novas estruturas para treinar e formar pessoas”, emendou.

Com relação as alíquotas sobre o querosene e sua refinação – hoje no país, o preço de abastecimento por litro chega a R$ 1,51 para voos internacionais e R$ 1,98 para domésticos – a Abear espera uma definição em curto prazo e a inclusão do QAV na lista de desonerações do Plano Brasil Maior. A entidade já conseguiu desonerar 1% da folha de pagamento economizando R$300 milhões para o setor. “Em 15 dias teremos um Estado reduzindo a porcentagem do imposto”, disse Eduardo Sanovicz, presidente da entidade.

Atualmente, o Brasil refina 75% do combustível utilizado nos voos no país. As altas taxas englobam o transporte, armazenamento e repasses para a marinha “cante. O setor aéreo recolhe cerca de R$13 bilhões em impostos. A grande maioria está ligado ao querosene de aviação (QAV) que em grande parte do país chega a 25% do ICMS. O Estado do Paraná pratica a menor taxa com 7% da alíquota e São Paulo encabeça a lista dos estados com maior arrecadação do imposto.

Segundo o diretor de segurança e operações, Ronaldo Jenkins, o ideal seriam que as alíquotas fossem reduzidas e se igualassem a média sugerida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Temos uma disparidade de estado para estado. Se tivéssemos uma média de 12% seria bom para todas as companhias”. disse. Atualmente, o imposto sobre o combustível corresponde a 30% dos custos de uma companhia aérea. A Gol chegou a pagar 42%.

Tarifas – Hoje as companhias estão recompondo custos para manter as tarifas acessíveis ao consumidor e profissionais do trade. De acordo com Jenkins e Febeliano, esta recomposição é uma tendência, ou seja, o repasse para a estrutura interna como redução de oferta de aeronaves é para não afetar o “cado consumidor.

Sanovicz disse que em recente pesquisa apresentada pela Bain – empresa global de consultoria empresarial – , a cada 1% de aumento de preço imposto pelas companhias a demanda de passageiros cai cerca de 1,4%. “Hoje 65% de nossas tarifas estão abaixo dos R$ 300. Esse valor corresponde a 6% há 10 anos”, enfatizou Sanovicz. Segundo os executivos da Abear, o Brasil tem índices de baixo custo como os práticados no exterior.

Para 2012, a redução de oferta de aeronaves já é uma realidade, principalmente para a Tam e Gol. “Essa redução de aeronaves faz com que a ocupação e a rentabilidade aumentem e se tornem negócios rentáveis”, disse Febeliano. Hoje as associadas somam 450 aeronaves, 2,7 mil voos diários, mais de 57 mil funcionários e cerca de 86 milhões de bilhetes emitidos no ano de 2011.

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