Passagem para viajar no Natal tem diferença de até 330% no preço

O Globo
Quarta-feira 5.12.2012

Idec recomenda comparar preços e comprar com antecedência
DANIELLE NOGUEIRA
danielle.nogueira@oglobo.com.br–RIO e CAMPINAS (SP)– O carioca que ainda está em busca de um destino para passar o Natal ou o Ano Novo fora da cidade vai se surpreender com a disparidade de preços das passagens para o mesmo trajeto. Levantamento feito pelo GLOBO no site das quatro maiores empresas nacionais e de algumas estrangeiras mostra que a diferença chega a 330% nos destinos domésticos e 30% nos internacionais. As companhias alegam que as variações se devem a fatores como ocupação e horário do voo e serviços incluídos nos preços dos bilhetes, incluindo possibilidade de remarcação sem ônus e prioridade no embarque.

O caso mais gritante é o trajeto Rio (Santos Dumont)-Florianópolis. A passagem de ida e volta sai por R$ 278 na Azul e R$ 1.196 na TAM, alta de 330%. A comparação considerou ida em 21 de dezembro e retorno em 27 de dezembro e as tarifas mais baixas disponíveis na classe econômica. No período de Ano Novo (embarque em 28 de dezembro e retorno em 3 de janeiro), a maior diferença em voos domésticos foi no trajeto Rio (Galeão)-Fortaleza. O bilhete de ida e volta custa R$ 1.788 na Azul e R$ 2.260 na Avianca, ou 46% mais. Preços das passagens para o fim do ano dispararam, como mostrou a coluna “Negócios & Cia” nesta terça-feira.

A vice-presidente da unidade de negócios para o mercado doméstico da TAM, Cláudia Sender, explica que a estratégia da empresa é segmentar passageiros, oferecendo três tarifas distintas para a classe econômica, e voar com aviões com taxas de ocupação superiores a 75%. Quanto maior a antecedência da compra, menos o passageiro pagará, pois os assentos com tarifas mais baixas estarão disponíveis.

— A gente vem trabalhando para educar o passageiro para comprar com antecedência. Quem viaja a lazer, consegue se programar. Tivemos êxito na comunicação dessa estratégia. A TAM não é a empresa mais cara, ela está mais cara justamente por isso — diz Cláudia.

Ela admite, porém, que as tarifas terão reajuste para recompor as margens. As aéreas estão tendo prejuízos sucessivos, com o aumento do combustível, o reajuste das tarifas aeroportuárias e a valorização do dólar. A Gol também já admitiu que vai elevar os preços.

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