Embraer e Boeing fazem parceria em segurança

Estado de S.Paulo

Acordo marca esforço da americana para reforçar presença no Brasil
18 de dezembro de 2012 | 2h 07
O Estado de S.Paulo
 

As fabricantes de aeronaves Embraer e Boeing anunciam hoje uma parceria para o desenvolvimento de tecnologias que visam a aumentar a segurança de procedimentos de pouso. As empresas passarão a oferecer a seus clientes novas ferramentas para evitar “saídas de pista”: derrapagens ou acidentes mais graves em que o avião atravessa a pista.

A iniciativa concentra-se em três frentes: a criação de vídeos para o treinamento de pilotos, o aprimoramento de procedimentos adotados durante a descida e pouso do avião e, por fim, mudanças no “cockpit”, como no painel de instrumentos e comandos de voz. “São mais orientações para que o piloto possa operar o avião corretamente”, diz Mauro Kern, vice-presidente de engenharia e tecnologia da Embraer.

O anúncio é resultado de um projeto maior de colaboração entre as duas empresas estabelecido em abril para áreas como segurança, eficiência, pesquisa e tecnologia. “Como fabricamos aviões de tamanhos diferentes, não há muita competição entre nós”, afirma Corky Townsend, diretora de segurança em aviação da Boeing.

Desde o início do ano, a Boeing já anunciou que teria um centro de pesquisa e tecnologia no Brasil e fechou acordos de estudos com a USP, a UFMG, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Queremos ser uma empresa global, não uma americana que vende para outros países”, diz Matthew Ganz, vice-presidente da Boeing Research & Technology.

A companhia tenta reforçar seus laços com o Brasil exatamente no momento em que o governo aumenta seus investimentos em defesa. Em um dos projetos já anunciados, a Boeing compete com a francesa Dassault e a sueca Saab para a venda de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). Em visita à França, na semana passada, a presidente Dilma Rousseff anunciou que a decisão sobre o fornecedor de caças ainda depende da recuperação do crescimento no País.

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