Plano para reativar aviação regional

ZERO HORA
21 de dezembro de 2012
VOO ALTO

No Estado, serão R$ 310,8 milhões para 15 aeroportos, o que inclui a construção de terminais em Caxias e Santa Vitória do Palmar
ERIK FARINA
erik.farina@zerohora.com.br

O Rio Grande do Sul receberá R$ 310,8 milhões do governo federal para pavimentar pistas, equipar com novos dispositivos de segurança e reformar os terminais de 13 aeroportos regionais. O Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos, anunciado ontem pela presidente Dilma Rousseff, contempla, ainda, a construção de aeroportos em Caxias do Sul e Santa Vitória do Palmar.

Com objetivo de reativar o uso de aeroportos regionais, há 40 anos subutilizados no país, o programa prevê o aporte de R$ 7,3 bilhões em 270 terminais em cidades pequenas e médias nos próximos três anos. No Rio Grande do Sul, o maior projeto será a construção do aeroporto Vila Oliva, em Caxias, que deverá absorver R$ 200 milhões, estima a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), que forneceu a lista de investimentos prioritários para a Secretaria de Aviação Civil (SAC) elaborar o programa.

– Vínhamos negociando com o governo federal investimentos em 22 aeroportos regionais. Os mais críticos foram contemplados – afirma o diretor do departamento aeroportuário da Seinfra, Roberto de Carvalho Netto.

Especialistas estimam ser necessário entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões para deixar em boas condições aeroportos de pequeno e médio porte. O investimento total nos terminais gaúchos poderá ser reforçado com até R$ 90 milhões em contrapartida em verbas estaduais. Em projetos de infraestrutura, é comum que o Estado complemente em até 30% aportes da União, embora ainda não haja definição oficial dessa participação.

– Com estes recursos, conseguiremos resolver os principais entraves que prejudicam a aviação regional – analisa Carvalho.

Carentes de investimentos e sob baixa demanda de passageiros, os aeroportos de pequenas e médias cidades gaúchas perderam grande parte dos voos comerciais ao longo dos últimos anos.

Azul tem interesse em rotas no interior gaúcho

A perspectiva de melhoria em pistas e terminais anima empresas de aviação. A Azul, que hoje no Estado voa para Caxias do Sul e Porto Alegre, vê potencial em cidades como Santa Maria, Rio Grande e Santo Ângelo, desde que os aeroportos ofereçam condições adequadas.

– Para que haja voos regionais, é preciso que as pistas tenham pavimentação e extensão dentro das normas, haja iluminação para operações à noite e as prefeituras controlem construções em torno dos aeroportos – explica o diretor da Azul, comandante Régis Brito.

Em fevereiro, a empresa deve começar a voar entre Porto Alegre e Pelotas com um ATR-72, para 70 passageiros. O plano original era fazer a rota com um avião para 120 pessoas, mas foi revisto por que o aeroporto de Pelotas não oferecia condições de segurança para aeronaves médias.

Professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS, Ênio Dexheimer alerta que outro desafio para ativar a aviação regional é a quantidade de usuários. Embora os preços das passagens aéreas tenham caído nos últimos anos, há dúvidas quanto à demanda nos voos regionais.

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