TAM Aviação investe no Nordeste

Valor Econômico
28/12/2012

Pinho, da TAM Aviação Executiva: “Estamos investindo US$ 13 milhões em um novo centro de manutenção no Ceará”
Por Virgínia Silveira, | Para o Valor, de Jundiaí

A área de manutenção de jatos executivos vai responder por 45% da receita da TAM Aviação Executiva em 2013, com destaque para Nordeste, onde a empresa está investindo em um novo centro com capacidade para atender 50 aeronaves simultaneamente. Neste ano a divisão de manutenção respondeu por 40% dos negócios. Seu presidente Fernando Pinho fecha 2012 com 50 aeronaves vendidas e receita de US$ 230 milhões, entre aviões e helicópteros.

A previsão inicial, segundo Pinho, era vender 60 aeronaves neste ano, 15 a menos do que em 2011, por conta da crise internacional e das incertezas em relação à economia brasileira.

“Estamos investindo US$ 13 milhões em um novo centro de manutenção no Ceará, com inauguração prevista para o segundo semestre do próximo ano”, diz Pinho. O Nordeste, segundo ele, dobrou o tamanho da frota de aeronaves executivas nos últimos cinco anos e respondeu por 20% das vendas neste ano da TAM AE, controlada pela família Amaro, que é sócia da família Cueto na Latam.

Com 14 mil metros quadrados de área construída, o novo centro, localizado no município de Aracati, terá capacidade para atender 50 aviões simultaneamente. O centro da companhia em Jundiaí tem capacidade para 70 aeronaves. Inaugurado em 2008, recebe 1.500 aeronaves por ano, em média, do Brasil, dos EUA, da Argentina, do Chile e de Angola.

A TAM AE também está expandindo seu centro em Belo Horizonte. A partir de 2013, diz Pinho, esta unidade estará preparado para atender 15 aeronaves ao mesmo tempo.

Com 50% de participação no mercado brasileiro de jatos executivos, a TAM AE tem no município de Jundiaí o maior polo de serviços da fabricante americana Cessna fora dos Estados Unidos. “Investimos US$ 20 milhões neste centro, que está certificado para fazer todos os tipos de inspeções em aeronaves, exceto revisão de motores”, diz Pinho.

A TAM AE, que também é representante da Bell Helicopter, terminará este ano com 50 aeronaves vendidas e receita de US$ 230 milhões, entre aviões e helicópteros.

Para 2013, o executivo da TAM AE prevê um desempenho de vendas similar ao deste ano, tendo em vista um crescimento da ordem de 20% em sua base de custos (principalmente em relação a folha de salário) e também pelas despesas com infraestrutura aeroportuária.

“O crescimento do valor do aluguel de hangar em Congonhas em 2012 chegou a 300%”, diz. Este fato, segundo ele, tem limitado as vendas de jatos no Brasil. O comprador avalia não só as características técnicas do avião, mas principalmente o custo operacional.

Pinho diz que o consumidor hoje, para decidir se compra ou não um jato, considera: gastos com pilotos, manutenção, combustível e preço da infraestrutura aeroportuária. “A infraestrutura que a TAM AE tem hoje no Brasil se tornou um vetor de fomentação do crescimento da frota Cessna no país”, afirma Pinho.

Antes de a empresa montar o centro de manutenção de Jundiaí, segundo o executivo, a capacidade de atendimento do seu centro de manutenção, localizado em Congonhas, era de apenas 16 aeronaves por dia.

Em 2012 a TAM AE celebrou 30 anos da parceria com Cessna, que hoje possui 324 jatos em operação no Brasil. A marca americana responde por 49% da frota de jatos executivos no mercado nacional. No mundo, a Cessna tem mais de 6 mil jatos Citation em operação, outros 2400 Caravans e cerca de 80 mil aeronaves a pistão.

Em 2013, Pinho tem ainda como meta crescer a participação da marca Bell Helicopter no mercado militar.

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