Goiás tem 1.189 aeronaves, a sétima maior frota do País

O Popular – GO

Com isso, Goiânia se tornou o segundo maior polo de oficinas de manutenção de aviões
Lídia Borges
05 de fevereiro de 2013 (terça-feira)

Diomício Gomes
Hélio Gardini e Diego Jordão com avião produzido
pela Inpaer: mercado em alta em Goiás

Nos últimos três anos, o mercado goiano de aviação cresceu 21%, saindo de 975 para 1.189 aeronaves homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que coloca Goiás como o sétimo Estado com a maior frota geral do País (veja quadro). Nesse cenário, Goiânia se destaca como o segundo maior polo de manutenção de aviões e de serviços de aviação, como táxi aéreo e montagem de aeronaves, com cerca de 50 oficinas, segundo informações do Movimento Nacional de Aviação Civil.

Embora o aeroporto da capital goiana seja um dos piores do País, o Santa Genoveva está entre os dez com maior movimentação da aviação geral, afirma o coordenador do movimento, Georges Ferreira. Basicamente, dois fatores explicam a força do mercado de aviação civil regional. Um deles é a ampla atuação dos goianos no agronegócio. Dentro de um Estado com grandes extensões territoriais, o uso de aeronaves se torna quase imprescindível.

POSIÇÃO

O outro fator é quanto à posição geográfica estratégica para aeronaves que vêm ou vão para o Norte do País e precisam fazer manutenção entre uma viagem e outra, ressalta Georges, que também é consultor jurídico da Associação Brasileira de Taxis Aéreos. “Goiás tem uma tradição muito antiga na aviação. Na capital foi construído o primeiro aeroporto comercial do Estado e houve uma época em que eram três aeroportos. Isso ajudou a viabilizar a marca para o Oeste e a construção de Brasília. Aqui sempre foi muito forte nessa área.”

Para Georges Ferreira, o que mais atrapalha a aviação local é a falta de infraestrutura profissional para receber as aeronaves e, consequentemente, para suportar o crescimento comercial do setor. “Temos muitas áreas ociosas no aeroporto, que poderiam ser liberadas para a construção de hangares. Mas a burocracia por causa da legislação emperra esse avanço. Precisamos de uma reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica.”

EXPANSÃO

De olho neste forte mercado local para aviação, a Indústria Paulista de Aeronáutica (Inpaer) – que apesar do nome é propriedade de família goiana – acaba de fechar mais uma parceria em Goiás para a revenda direta de aeronaves de sua fabricação. Nos últimos três dias, diretores da Inpaer e da Aerogard – montadora de aviões experimentais com quem a indústria firmou joint venture – estão na capital goiana para apresentar seu mais novo modelo, o Light Sport 180 Conquest (LSA), e também o Explorer quatro lugares, que é o mais vendido pela empresa por sua capacidade de transportar carga.
A meta da Inpaer a partir de agora é vender para Goiás cerca de 12 aeronaves por ano, ou seja, 12% da capacidade de produção da fábrica, que é de quase 100 unidades por ano. Em pouco mais de uma década de existência, a Indústria Paulista de Aeronáutica entregou mais de 300 aeronaves no País, mas apenas 14 foram vendidas em Goiás.

A revenda na Grande Goiânia será feita por Márcio Barboza, piloto com 27 anos de experiência e que já trabalha na manutenção de aeronaves há 15 anos, no Clube das Águias, em Trindade. Em Caldas Novas, há mais de um ano, a representação da Inpaer está a cargo de Luiz Pavezzi, do Centro de Aviação Experimental Fly Caldas.

O modelo mais barato, o Light Sport, é comercializado a US$ 108 mil (cerca de R$ 215 mil) na sua versão mais básica. O Explorer começa com US$ 205 mil (R$ 407 mil) e o modelo mais completo, com ferramenta para voo por instrumento, chega a US$ 325 mil (R$ 647 mil).

O diretor comercial da Inpaer, Diego Jordão, explica que o Explorer é muito solicitado em Goiás para o deslocamento entre fazendas e porque tem bom desempenho em pistas ruins, em territórios agrários, por exemplo, além de ter um bom retorno de custo-benefício.

“Para se ter uma comparação, os gastos com combustível e manutenção por quilômetro rodado de uma Hillux são 30% mais caros do que o de uma aeronave Explorer”, detalha Diego, que é filho de Caio Jordão, goiano fundador da empresa, que antes de se mudar para Campinas (SP) e começar a fabricar aviões, atuou também com manutenção de aeronaves. “Todos os projetos de aviões fabricados pela Inpaer são de autoria dele, validados depois por um engenheiro”, completa.

Confins e Galeão serão licitados
(AE)
05 de fevereiro de 2013 (terça-feira)

Brasília – O governo federal decretou ontem a inclusão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais, no Programa Nacional de Desestatização (PND). A concessão dos dois terminais à iniciativa privada foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro.

A previsão é de que a licitação dos terminais seja realizada em setembro deste ano. O governo vai exigir no edital que os operadores tenham experiência com grandes terminais internacionais, com tráfego de, no mínimo, 35 milhões de passageiros por ano.

A estimativa do governo é que sejam de R$ 11,4 bilhões os investimentos necessários no Galeão e em Confins, dos de quais R$ 6,6 bilhões para o terminal carioca e R$ 4,8 bilhões para o terminal mineiro.

No decreto de ontem, publicado no Diário Oficial da União (DOU), o governo determina que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) será responsável pela execução e acompanhamento do processo de desestatização dos serviços públicos explorados nesses aeroportos, sob a supervisão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC). A SAC será responsável pelo processo de concessão – condução e aprovação dos estudos, projetos, levantamentos ou investigações que subsidiem a licitação dos terminais.

Na semana passada, a SAC autorizou a empresa Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) a desenvolver os estudos técnicos preparatórios para a concessão desses aeroportos. A empresa deverá entregar até 18 de abril quatro estudos: de mercado, de engenharia, ambientais e avaliação econômico-financeira.

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