Gol capta US$ 200 mi com títulos para 2023

Valor Econômico
08/02/2013

Por Filipe Pacheco | De São Paulo 

A Gol fechou ontem uma emissão de US$ 200 milhões com títulos com vencimento em 2023. O rendimento aos investidores, de 11% ao ano, foi o mais alto pago por uma companhia brasileira em uma emissão neste ano. O cupom (juro nominal) ficou em 10,75%.

O alto rendimento, que coloca a companhia aérea na categoria conhecida como “high yield”, deve-se principalmente ao perfil de risco considerado mais alto pelos investidores, que demandaram mais retorno para comprar os papéis. A Gol não comentou a operação.

“Para a empresa, era importante manter o rendimento em 11%, que era a taxa inicialmente pensada para a operação”, disse Leandro Miranda, diretor de renda fixa do Bradesco BBI, um dos bancos que coordenaram a operação. “O volume total poderia ter sido maior. Mas a taxa seria outra.”

Os outros bancos que coordenaram a operação foram BB Securities, Bank of America Merrill Lynch e Citigroup. Os bônus, subordinados, foram emitidos pela VRG Linhas Aéreas, subsidiária integral da empresa, e permitirão resgate antecipado a partir do quinto ano.

A ideia inicial era levantar algo perto de US$ 300 milhões. A Standard & Poor’s havia dado nota B- aos títulos, degrau considerado “altamente especulativo na escala da agência.

Para efeito de comparação, o frigorífico Minerva, que também tem perfil “high yield”, captou US$ 850 milhões em janeiro em bônus com resgate em 2023. O rendimento ao investidor ficou em 8% ao ano.

Neste ano, Banco do Brasil e BTG Pactual captaram, respectivamente, US$ 2 bilhões e US$ 1 bilhão no mercado externo, enquanto os frigoríficos Marfrig, Minerva e JBS levantaram, juntos, US$ 1,95 bilhão.

Todas essas operações contaram com forte demanda e acabaram saindo a custos mais baixos que o inicialmente pensados pelos emissores.

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