Fusão acirra concorrência com a TAM e brasileiro pode ganhar

O GLOBO

American Airlines teve cem queixas registradas no Procon em 2012
DANIELLE NOGUEIRA
LUIZA XAVIER
Atualizado: 14/02/13 – 23h03

RIO – A fusão da American Airlines com a US Airways pode beneficiar os brasileiros, na opinião de analistas. A American ganhará fôlego para disputar com outras aéreas que têm rotas entre Brasil e Estados Unidos, pressionando tarifas para baixo. Hoje, a companhia é líder nesse mercado, com 31,9% de participação, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A TAM vem logo atrás, com 29,7%. Em terceiro está a United (19,1%) e em quarto está a Delta (15,2%).

Pesquisa feita nos sites das empresas mostra que o melhor preço varia conforme o destino. Uma viagem de ida e volta entre Rio e Miami, com partida em 15 de abril e retorno em 21 de abril sai por R$ 2.401,48 pela American. Na TAM, o bilhete é um pouco mais barato, R$ 2.264. Já o trajeto Rio-Nova York, com voos nas mesmas datas sai por R$ R$ 2.499, 66 na American e R$ 3.261 na TAM.

— Podemos esperar uma maior competição, mas ela seria ainda maior se as duas não integrassem a mesma aliança — diz o professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da USP, Jorge Leal, referindo-se à Oneworld, grupo para a qual a TAM deve migrar após unir-se com a chilena LAN.

Mas, ao integrarem a mesma aliança, TAM e American vão compartilhar voos, ampliando os destinos nos EUA. Acordo nesse sentido foi firmado em dezembro de 2012, mas depende de aprovação de órgãos reguladores. Se aprovado, os brasileiros poderão chegar a 52 cidades nos EUA e no Canadá.

No Sindec, sistema que reúne os atendimentos realizados em todos os Procons do país, foram registradas cem queixas contra a American em 2012. Segundo a diretora de Atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, a nova empresa terá de cumprir os contratos firmados com os clientes.

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