Flex Aero e TWO Aviation unem operações para carga

Valor Econômico
02/04/2013 às 00h00

Por Alberto Komatsu | De São Paulo

Duas empresas de táxi-aéreo especializadas no transporte de cargas, a Flex Aero e a TWO Aviation, anunciam hoje a criação da TWO-Flex, fusão entre as duas operações. Com faturamento anual de R$ 75 milhões e frota combinada de 18 aeronaves, a nova companhia tem como foco o transporte aéreo regional de cargas, de capitais para cidades secundárias.

O contrato de fusão foi assinado ontem, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi formalmente informada do negócio pelos acionistas Rui Thomaz de Aquino, da Flex, e Anderson Davo, da TWO. Aquino foi presidente da Táxi Aéreo Marília (empresa da família Amaro que originou a TAM Linhas Aéreas) e tem como sócio o atual presidente da operadora de turismo CVC, Luiz Eduardo Falco. A Flex Aero foi fundada em 2006.

A TWO Aviation foi criada em 2001 e pertence ao grupo JAD, originário de Itupeva, interior de São Paulo, com diversas empresas de transporte e logística, a maioria com o prefixo JAD, iniciais do empresário José Afonso Davo, pai de Anderson. Breno Bitencourtt Jorge completa o quadro de quatro acionistas da TWO Flex, cada um com 25% do capital da nova empresa.

“Estamos há um ano conversando, buscando a forma de construir uma solução”, disse Rui Aquino, acrescentando que a operação da Flex e da TWO são complementares. A Flex opera mais na região Norte e a TWO nas regiões Centro-Oeste e Sul. “Sinergias das rotas, redução de custos e o cenário atual da aviação explicam a fusão”, afirmou Anderson Davo.

Curiosamente, a Flex e a TWO contam, cada uma, com nove monomotores turboélices Caravan, da fabricante americana Cessna, com capacidade para uma tonelada e meia de carga. Planos de expansão incluem o uso de turboélices da franco-italiana ATR, modelo ATR 42, para cinco toneladas.

Segundo Aquino, até o fim deste ano o objetivo é incorporar mais 12 Caravans e dois modelos ATR 42, totalizando 32 aviões na frota. O investimento previsto, 100% de recursos próprios, é de US$ 10 milhões, de um plano total de US$ 30 milhões nos próximos anos.

“Neste momento estamos fazendo uma troca, uma junção de ativos. Daqui a um ano, quando estivermos com faturamento de até R$ 150 milhões, vamos buscar capital, afirmou Aquino. Ele contou que a projeção para 2013 é faturar 20% a mais. O faturamento combinado das duas empresas foi de R$ 75 milhões no ano passado.

De acordo com o executivo, a ideia é trazer um fundo de investimento para a TWO Flex, mas a participação que os quatro acionistas estariam dispostos a abrir mão para a entrada de um novo sócio ainda não foi definida.

Embora o seu foco seja o transporte aéreo de cargas, a TWO Flex também operará com táxi-aéreo de passageiros, mas numa proporção bem pequena. Segundo Aquino, 95% do faturamento da companhia poderá ser gerado apenas com cargas aéreas.

A TWO Flex integra o cenário de certo otimismo de investidores com carga aérea. O Valor informou na edição de ontem o plano da Colt Cargo, dos acionistas da empresa de táxi-aéreo Colt Aviation. A Colt Cargo vai começar a operar em meados de agosto, com aviões de grande porte (Boeing 737-400), para 21,8 toneladas.

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