Metas de economia de combustível não põem voos em risco, diz Gol

15/04/2013-03h45

FOLHA DE SÃO PAULO

As metas de economia de combustível não põem em risco a segurança de voo, diz Adalberto Bogsan, vice-presidente técnico da Gol.

Ele diz que a proposta de bônus foi antecedida de análise, durante 13 meses, de voos da empresa, para identificar os pontos de economia. Também foi acompanhada durante todo o tempo pela diretoria de segurança da Gol.

A iniciativa só saiu do papel, diz, porque a conclusão foi que não causava riscos. E que, entre a economia e a segurança, sua prioridade será sempre a segurança.

A Gol tem um sistema que permite acompanhar o desempenho dos pilotos para saber de que maneira se comportam e se atuam dentro dos padrões de segurança. O dispositivo registra os dados da aeronave durante os voos.

Quando ficam fora da margem de segurança, pilotos são chamados para treinamento, disse a empresa.

Os índices de problema são baixos e estão melhores do que os registrados na indústria, diz Sergio Quito, diretor de segurança: de um universo de 280 mil aproximações para pouso, em 800 voos o avião deveria arremeter em vez de pousar, porque não estava estabilizado (dentro da altura e velocidade adequadas, por exemplo). Em 760 desses 800 voos os pilotos, acertadamente, arremeteram. Em 40, pousaram.

FATOR

Outro fator a contribuir para a segurança, diz o vice-presidente Bogsan, é que as metas não são individuais, mas coletivas, de modo a evitar que um piloto se arrisque, por exemplo, para bater a meta.

Os tripulantes só terão acesso aos dados do voo no mês seguinte. Assim, não conseguem saber, no mesmo mês em que estão voando, se atingiram a meta ou não.

O vice-presidente afirma que a intenção do projeto, no futuro, é transformá-lo em um PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Por fim, Bogsan diz que a medida ajudará a empresa a melhorar os seus resultados –a Gol teve prejuízo em 2012.

Editoria de arte/Folhapress
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