Ryanair tem prejuízo de 44,4 milhões de euros com recuo na demanda

Folha de São Paulo
20/05/2013 – 12h27

DO VALOR

A Ryanair, companhia aérea irlandesa de baixo custo, fechou o ano fiscal de 2013, encerrado em março, no vermelho. No quarto trimestre fiscal, a empresa registrou prejuízo líquido de 44,4 milhões de euros (US$ 56,9 milhões) ante 2 milhões de euros (US$ 2,5 milhões) no mesmo período do exercício anterior.

Segundo balanço publicado nesta segunda-feira (20), a queda de rentabilidade no período é creditada a uma redução na demanda por voos da companhia.

A receita líquida caiu 2,9% em 12 meses, para 809,1 milhões de euros (US$ 1 bilhão), enquanto a combinação de custos e despesas avançou 1%, para 838,2 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão).

A linha do resultado antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) já aparece negativa. O prejuízo operacional ficou em 29,1 milhões de euros (US$ 37,3 milhões), em comparação a lucro de 3,3 milhões de euros (US$ 4,2 milhões) no primeiro trimestre de 2012.

A margem operacional, que era de 0,4%, passou a ser negativa em 3,6%.

LUCRO NO ACUMULADO

No acumulado do ano fiscal de 2013, a irlandesa teve lucro líquido atribuído a seus controladores maior em 1,6%. O resultado chegou a 569,3 milhões de euros (US$ 729,7 milhões), apesar do prejuízo nos últimos três meses, impulsionado pelo incremento de 6% no preço das passagens –em grande parte causado pela valorização da libra ante o euro.

A procura pelas viagens com a Ryanair também subiu neste exercício. Foram transportados 79,3 milhões de passageiros, um crescimento de 4,6%.

A empresa aproveitou o bom momento para encomendar 175 novas aeronaves para sua frota, a serem entregues de 2014 a 2018. Ao fim de março, ela já controlava 305 aviões, após adquirir 15 no ano fiscal.

Ao mesmo tempo, os gastos da aérea avançaram 12,4%, considerando-se a soma de custos e despesas, até 4,16 bilhões de euros (US$ 5,3 bilhões ). Apesar de reclamar do aumento de 290 milhões de euros (US$ 371,7 milhões) no quanto gastou de combustível para os aviões, a parcela desse item no total de custos, de 45%, é pequena para o grupo, se comparada a outras do setor.

“Se excluirmos os gastos com querosene de aviação, os custos e despesas cresceram 3% por causa de aumentos excessivos e injustificados nas tarifas aeroportuárias da Espanha, da Itália e da Eurocontrol Árede europeia”, afirmou a Ryanair.

No entanto, mesmo com esses problemas, a companhia observou um lucro operacional de 718,2 milhões de euros (US$ 920,5 milhões) no ano fiscal. O Ebit subiu 5,1%.

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