Aeronave não tripulada tem mercado potencial em setor civil

Folha de São Paulo
Domingo, 26 DE MAIO DE 2013

MARIA CRISTINA FRIAS
cristina.frias@uol.com.br

A redução do uso dos drones (aviões não tripulados) dos Estados Unidos na 4*guer ra ao tenor”, prometida pelo presidente Barack Obama, abre mercado para a utilização dessas aeronaves no salvamento em tragédias.

O uso civil dos pequenos e leves aviões pode trazer respostas rápidas na localização de sob reviventes e no leva ntamento de dados sobre terrenos atingidos por furacões, tornados, enchentes e terremotos, segundo especialistas.

São também mais silenciosos do que as grandes aeronaves tripuladas, cujo barulho pode encobrir gritos dc socorro de sobreviventes.

A possibilidade levanta entusiasmo no setor nos Estados Unidos, mas ainda enfrenta barreiras regulatórias.

A utilização dos drones chegou a ser cogitada pela Cruz Vermelha na região americana de Oklahoma City, após o tornado que atingiu a área na semana passada.

A organização, no entanto, declinou da ideia por causa da interdição do espaço aéreo.

Enquanto no mercado americano os veículos não tripulados carregam a imagem negativa do uso militar, no Brasil o uso é mais explorado por segmentos de agricultura e monitoramento ambiental, segundo Luciano Nens, da fabricante AGX.

A empresa ofereceu a tecnologia para ajudar no trabalho de resgate nos deslizamentos do Rio de Janeiro.
De acordo com Neris, estima-se que o mercado mundial de aeronaves não tripuladas chegue a US$ 4,5 bilhões (o equivalente a R$ 9,2 bilhões) cm 2014.

“Grande parte desse mercado é de aplicações militares, embora o segmento civil tenha grande potencial de crescimento.”

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