Delta fala de Gol, parcerias e desencoraja Lufthansa

Panrotas
24/5/2013 00:32:00


NOVA YORK – Ontem, ao falar do novo terminal 4 da Delta Air Lines no aeroporto JFK, em Nova York, que será inaugurado hoje, o CEO da companhia, Richard Anderson destacou a estratégia da empresa. “A Delta Air Lines está liderando o renascimento da aviação norte-americana”, disse diante de uma plateia formada por jornalistas de 23 países, que estão em Nova York para conhecer, a convite da companhia, sua nova estrutura em JFK. “O terminal 4 é a última peça em nossa estratégia de empresa global e a frente do mercado.”

Segundo ele, porém, esse novo posicionamento da Delta, que inclui fazer de Nova York o principal hub internacional da companhia, só é possível em função de sua estratégia de contar com parceiros regionais por todo o mundo. Entre eles, destaca a ligação com Air France-KLM e Alitalia, membros da Skyteam, aliança da Delta, na criação de uma rede transatlântica; a atuação na Ásia, especialmente em função do hub em Narita (Japão) e das parcerias com a China Eastern e a China Southern; e seu crescimento na América Latina suportado pelas alianças com Gol e Aeromexico – e mais recentemente com a Aerolíneas Argentinas, em escala ainda bem menor.

“Com as nossas parcerias, conquistamos o status de marca líder no mundo e esse fortalecimento regional é absolutamente estratégico em nossas pretensões globais”, garante o CEO. E vem mais por aí. Na Ásia, a companhia que é, segundo Anderson, a empresa com mais serviços para Tóquio entre as norte-americanas, quer novos destinos e mira grandes centros como Hong Kong. Na Europa, a Delta, que em dezembro adquiriu 49% das ações da britânica Virgin Atlantic, quer fortalecer a ligação entre os Estados Unidos e Londres – hoje liderada pela American e British, parceiras na One World. Na verdade, superar essa operação foi o grande estímulo da Delta na compra de parte da empresa de Richard Branson.

Na América Latina, depois de anunciar, no início do mês, a ampliação de sua parceria comercial com a Gol, a Delta, que tem uma operação semelhante com a Aeromexico, inclusive com membros nos conselhos das companhias latinas, pretende ampliar a atuação na Argentina – favorecida pela presença da Aerolíneas na Skyteam. O outro mercado para o qual a Delta olha na região é a Colômbia.

PREJUÍZOS DA GOL
E o momento difícil da Gol, que vem acumulando balanços negativos, não desanima a empresa. “Estamos muito próximos à Gol e vamos trabalhar ao lado da companhia na superação de seus desafios. Nós entendemos que o problema da Gol é muito ligado à questão do câmbio”, defendeu Richard Anderson. E continuou: “a companhia tem tomado boas decisões, admiramos muito tudo que ela conquistou em pouco mais de dez anos no mercado brasileiro e a liderança de Constantino Júnior e Paulo Kakinoff.”

NÃO À LUFTHANSA
Por conta disso, a Delta, que tem 3% da Gol, não gosta muito quando se desenham na região outras alianças da companhia brasileira com empresas não parceiras da Delta. Recentemente, o mercado começou a repercutir o interesse da Lufthansa em uma parceria com a Gol, assim como da Air France-KLM. “Estamos atentos e temos conhecimento dessas ações, mas estamos certos de que a Air France-KLM é uma melhor parceira para a Gol [que a Lufthansa] e encorajamos essa ligação”, conclui o CEO.

O Portal PANROTAS viaja a convite da Delta Air Lines


 

O Estado de S.Paulo
23 de maio de 2013 | 19h 37

Delta fala de Gol, parcerias e desencoraja Lufthansa

LUCIANA COLLET – Agencia Estado

SÃO PAULO – Representantes do setor da aviação são unânimes em dizer que a fase ruim para a aviação comercial do Brasil ficou no passado e que o cenário para o futuro é promissor, mas afirmam que as companhias ainda enfrentam desafios, especialmente relacionados a questões externas às empresas. “Já passamos o pior momento, a perspectiva para os próximos anos é melhor”, disse nesta quinta-feira o vice-presidente Comercial e de Marketing da Avianca no Brasil, Tarcísio Gargioni, que defendeu, porém, melhorias no sistema aeroportuário. Os executivos participaram de painel sobre a abrangência geográfica dos serviços aéreos, no 1.º Seminário Aviation, que se realiza junto com o Airport Infra Expo & Aviation Expo, em São Paulo.

“Os ganhos de eficiência que poderiam ser feitos pelas companhias aéreas já foram feitos e repassados para o consumidor”, reforçou o diretor de Planejamento da Azul, Marcelo Bento Ribeiro. “A redução de yield (indicador de tarifa) se esgotou.” De acordo com Ribeiro, após as companhias buscarem os ganhos de eficiência possíveis internamente, novas vantagens só podem ser obtidas com a redução do “custo Brasil”, disse, ressaltando a elevada carga tributária e a deficiente infraestrutura aeroportuária.

Ao lembrar que o yield nos Estados Unidos é menor, o diretor de Estratégia de Mercado para a América Latina da Embraer, Luís Fernando Lopes, acrescentou que, para o indicador continuar a cair no País, seria necessária uma mudança na política de transporte aéreo. Lopes lembrou que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação varia entre 3% e 25% no País.

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