Competição, variação dos combustíveis e Viracopos são riscos para Azul

O Estado de S.Paulo
27 de maio de 2013 | 16h 27

Fatores estão em prospecto da oferta pública de ações apresentado nesta segunda, 27, ao CVM
Wladimir D’andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO – Além de possíveis despesas adicionais com a compra da Trip, a Azul destacou outros três fatores de risco: a competição no setor aéreo; a variação no custo de combustível; e a dependência do Aeroporto de Viracopos para sua operação.

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Esses riscos estão no prospecto preliminar da oferta pública de distribuição primária e secundária de ações preferenciais da Azul, publicado nesta segunda-feira, 27, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido inclui ainda merican Depositary Shares e American Depositary Receipts (ADSs e ADRs) – papeis a serem negociados no exterior.

No documento apresentado nesta segunda, a Azul afirma que as empresas aéreas aumentam ou diminuem suas atividades nos mercados com base na rentabilidade percebida.

“Se tais concorrentes adotarem e executarem com sucesso modelos de negócio semelhantes (ao da Azul), nossas atividades e condições financeiras poderiam sofrer um impacto adverso relevante”, afirma a empresa, no documento. “O setor de transporte aéreo é altamente sensível ao desconto de tarifas e às políticas de preços agressivos.”

Fatores como frequência de voos, disponibilidade de horários, reconhecimento de marca e qualidade dos serviços prestados também têm impacto significativo na competitividade do mercado.

A respeito da variação do custo com combustível de aviação, a Azul afirma que o preço do produto está sujeito a questões geopolíticas e na oferta e na demanda.

“Oscilações substanciais nos custos de combustível ou a indisponibilidade de combustível, cuja distribuição é feita basicamente por um fornecedor, poderiam prejudicar nosso negócio”, afirma a companhia, que aponta o fato de praticamente todo o combustível ser fornecido pela Petrobrás.

Viracopos. A Azul citou a dependência da empresa pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), como outro fator de risco para a companhia.

“Somos altamente dependentes do aeroporto de Viracopos para grande parte dos nossos negócios; dessa forma, uma interrupção relevante das operações nesse aeroporto pode nos afetar adversamente.”

De acordo com a Azul, as rotas que operam por Viracopos responderam por cerca de 34% das chegadas e decolagens da empresa em 2012.

No ano passado, incidente entre uma aeronave de uma empresa aérea de carga fechou uma das pistas no aeroporto durante três dias. A consequência foi um impacto negativo nas operações da Azul.

Bastidores. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a companhia pretende captar em torno de R$ 1 bilhão com a operação. A Azul, no entanto, não se manifesta sobre a oferta neste momento em respeito à regulamentação brasileira de mercado de capitais.

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