TAM quer fechar acordo com aérea do Oriente Médio para compartilhamento de voos

Folha de Pernambuco
04/06/2013 18:34

Três empresas estão na mira: Qatar Aiways, Emirates Airlines e Etihad Airway
Agência O Globo

A TAM estuda fechar uma parceria com uma companhia aérea do Oriente Médio para compartilhamento de voos. Três empresas estão na mira da brasileira: Qatar Aiways, Emirates Airlines e Etihad Airways. A decisão será tomada até o fim do ano e faz parte da reorganização da malha internacional da companhia, segundo Marco Antonio Bologna, presidente da TAM S.A., holding do grupo.

Efe

Avixo_TAM_EFE331x188TAM está reorganizando
sua malha internacional

A Qatar tem fortes chances de ser a escolhida, de acordo com analistas do setor que acompanham a movimentação das aéreas. A empresa foi convidada pela Oneworld, uma das três alianças internacionais de companhias aéreas, para se unir aos demais membros do grupo no fim do ano passado. A expectativa do presidente da Oneworld e também presidente da American Airlines, Tom Horton, é que isso aconteça no fim de 2013 ou início de 2014.

A TAM anunciou este ano que deixará a StarAlliance e que migrará para a Oneworld, aliança da qual a chilena LAN faz parte. A decisão foi tomada após a fusão entre as duas empresas, concluída em 2012. Além da TAM e da Qatar, a Oneworld também terá sob seu guarda-chuva a americana US Airways, que se uniu à American recentemente. Em 2012, a alemã Air Berlin também passou a integrar a aliança. Após todas essas migrações, a Oneworld terá 15 membros.

“Estamos no meio do processo da maior migração da história da Oneworld. Isso vai ampliar nossa capacidade em mais de 50% e acrescentar 200 destinos à rede atendida pela aliança”, disse Horton, que participou da 69ª Conferência Anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), evento encerrado nesta terça-feira na Cidade do Cabo, África do Sul.

O possível acordo entre TAM e Qatar ou entre TAM e uma das duas outras aéreas do Oriente Médio com quem a brasileira está conversando acontecerá num momento em que a região está liderando as taxas de crescimento do setor aéreo no mundo. A estimativa da Iata para 2013 é que a demanda de passageiros avance 15% no Oriente Médio, o triplo da média mundial de 5,3%. Não à toa a próxima reunião anual da Iata será em Doha, no Qatar.

“O mercado do Oriente Médio virou uma realidade. Não voamos para lá nem temos code-share (acordos de compartilhamento de voos). Devemos ter alguma decisão para a virada do ano”, disse Bologna, que também participou do encontro da Iata.

De acordo com o executivo, a TAM está reorganizando sua malha internacional, de modo a integrar o mercado brasileiro a outros mercados latino-americanos onde a LAN atua. Fora da América Latina, a empresa está elegendo alguns parceiros para ampliar sua atuação. Nos EUA, por exemplo, a TAM escolheu a American Airlines. Os últimos detalhes do acordo estão sendo acertados e serão anunciados em breve. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já deu autorização para a operação de compartilhamento de voos com a aérea americana. Os voos operados pela TAM para os EUA estão mantidos.

Na Europa, o prolongamento da crise econômica e a maior concorrência das aéreas esperada com a política de céus abertos entre Brasil e União Europeia (quando as companhias podem oferecer quantos voos quiserem desde que a infraestrutura comporte) fizeram a companhia cortar voos. A partir de agosto, os voos que saem do Rio para Paris e Frankfurt serão suspensos. As cidades serão atendidas por aviões que partem de São Paulo. A alemã Lufthansa, com quem a TAM já tem acordo de compartilhamento de voos, será a parceria para atender a Europa. As negociações do acordo de céus abertos com a UE estão paradas, mas a expectativa é que sejam retomadas logo. Com os EUA, o acordo está em implementação.

“Nossa fortaleza é ser uma empresa que opera em sete mercados no mesmo continente. Nas viagens de longo curso, estamos mais seletivos. É muito difícil ser um full service (empresa que atende a vários destinos operados por ela mesmo) para todo mercado numa política de céus abertos. A TAM escolheu alguns parceiros por destino”, afirmou Bologna.

No mercado nacional, o executivo disse que não haverá mais cortes de voos além do que já foi anunciado, uma redução de 5% a 7% para 2013. Nenhum dos destinos doméstico, porém, deixará de ser atendido.

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