Boeing prevê menos carga e mais passageiros

Valor Econômico
12/06/2013 às 00h00

Por Jon Ostrower | The Wall Street Journal

A Boeing Co. informou ontem que seus planos para elevar a produção de jatos comerciais continuam sustentados pelo aumento da demanda, embora tenha reduzido na sua previsão de mercado de longo prazo o número de aviões maiores devido ao enfraquecimento do setor de carga.

A empresa prevê que a frota comercial mundial vai dobrar para mais de 41.000 aviões até o fim de 2032, impulsionada pela demanda de 35.280 novas aeronaves, a um valor de US$ 4,8 trilhões antes de descontos, susten-tada pela demanda de mercados emergentes e pela aceleração da substituição dos jatos antigos.

O vice-presidente de marketing da Boeing, Randy Tinseth, rejeitou a ideia de uma “bolha” na aviação sugerida por executivos de algumas empresas de leasing de aeronaves, salientando que os aviões estão voando mais lotados e por mais tempo a cada dia para atender a demanda.

Tinseth disse que a Boeing continua “vendo uma pressão crescente nos níveis de produção” e que a liderança executiva da empresa americana já indicou que pode acelerar o aumento previsto na produção de seus 737 de um só corredor e dos jatos de longo alcance 787 Dreamliner.

A previsão anual divulgada pela empresa ontem ajuda a compreender o planejamento estratégico do maior exportador dos Estados Unidos em valor dos bens, assim como sua leitura das tendências econômicas mundiais.

A Boeing continua prevendo que a economia mundial crescerá a uma taxa anualizada de 3,2% nos próximos 20 anos, enquanto que o tráfego tanto de passageiros quanto de carga deve subir 5% ao ano. A Boeing espera que as companhias aéreas precisem de 24.670 jatos pequenos de corredor único, no valor US$ 2,29 trilhões, categoria que será responsável por sete em cada 10 jatos entregues até o fim de 2032.

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