Frota mundial de aviões vai dobrar em 20 anos, prevê Boeing

11/06/2013 – 09h32

DA REUTERS

Atualizado às 14h10.

A fabricante de aviões Boeing elevou nesta terça-feira (11) sua expectativa de demanda por aviões para os próximos 20 anos.

A empresa disse que as companhias aéreas precisarão de 35.280 novas aeronaves avaliadas em US$ 4,8 trilhões e que a frota mundial deve dobrar nas próximas duas décadas.

A nova estimativa representa um incremento de 3,8% sobre a expectativa anterior da Boeing e antecipa uma melhora na frequência de viagens na região Ásia-Pacífico que manterá as taxas de produção nas fábricas de aviões subindo.

A fabricante estimou ainda que o tráfego de passageiros e carga crescerá 5% ao ano.

A Boeing previu ainda que as empresas aéreas precisarão de 24.670 jatos de corredor único, no valor de US$ 2,29 trilhões de dólares a preços de lista. A estimativa anterior contava com uma demanda por 23.240 jatos. A categoria inclui alguns dos modelos mais vendidos de aeronaves, como o Boeing 737 e o Airbus A320.

A previsão para aviões de dois corredores como o Boeing 777 e os modelos da Airbus A330 e A350 caiu 1,5%, para 7.830 unidades, disse a Boeing.

Para os modelos jumbo Boeing 747 e Airbus A380, a expectativa caiu 3,8% para 760 aviões, ante 790 estimados no ano passado.

A previsão da Boeing para jatos regionais montados pela canadense Bombardier e pela brasileira Embraer ficou inalterada em 2.020 aviões.

HELICÓPTEROS

A Boeing recebeu duas encomendas bilionárias de helicópteros feitas pelo governo do Estados Unidos, catapultando a carteira de pedidos em um momento em que o país está reduzindo seu orçamento geral para fins militares.

A Marinha dos EUA anunciou na segunda-feira (10) que planeja assinar contrato de cinco anos avaliado em cerca de us$ 6,5 bilhões que envolve 99 helicópteros V-22, construídos pela Boeing e pela Bell, unidade da Textron. Nesta terça-feira (11), a Boeing e o Exército dos EUA anunciaram acordo separado avaliado em us$ 4 bilhões sobre entrega de mais 177 helicópteros CH-47 Chinook, além de opções para até 38 unidades do modelo.

Os contratos, que têm valor combinado de mais de us$ 10 bilhões, ajudarão a sustentar as receitas da Boeing em um momento em que outras empresas estão vendo queda nas encomendas.

“Estou extremamente otimista sobre a indústria de aeronaves com rotores”, disse Leanne Caret, vice-presidente da área de voo vertical da divisão de aeronaves militares da Boeing.

Caret afirmou que a Boeing espera dobrar suas receitas com aeronaves de rotores até 2030, mas evitou dar metas financeiras para o segmento.

A Boeing informou que há 807 helicópteros CH-47 em serviço em todo o mundo, incluindo 528 operados pelas Forças Armadas dos EUA. Nos próximos anos, a empresa disse ver oportunidades para vender centenas de helicópteros para os EUA e exércitos de outros países, incluindo 35 para a Arábia Saudita e 15 para a Índia.

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