Avianca negocia compra de aviões da Embraer

O Estado de S.Paulo
27 de junho de 2013 | 13h 04

LUCIANA COLLET E RENAN CARREIRA
Agencia Estado

SÃO PAULO – O presidente da Avianca, José Efromovich, disse nesta quinta-feira, 27, que a companhia está negociando com a Embraer a compra de aviões da fabricante brasileira. “Estamos conversando seriamente e, se o produto for como nos foi apresentado, existem grandes chances de em um futuro próximo termos aviões da Embraer voando na Avianca”, afirmou durante o I Seminário de Aeroportos Brasileiros, em São Paulo.

Ele não revelou qual modelo de aeronave estaria negociando, mas disse ter feito um pedido particular que fez à Embraer. “Por favor, tragam um turbo hélice bom para podermos atender essa regional brasileira. Vamos comprar dúzias deles se vocês trouxerem o projeto de que precisamos”, disse, direcionando-se a um executivo da fabricante de aeronaves.

Com o potencial de crescimento do setor aéreo brasileiro, especialmente a aviação regional, a Embraer estima que sua frota de aeronaves voando no País deve crescer. “A segunda geração de E-Jets, os E2, é de muita economicidade e perfeita para utilização no Brasil”, comentou o vice-presidente de Operações da companhia, Luis Carlos Afonso, destacando a perspectiva de expansão da aviação regional. Ele lembrou que 200 aeronaves dessa nova família de jatos foram encomendadas pela SkyWest, uma das maiores empresas de aviação regional dos Estados Unidos. “Esperamos que em breve (os E 2) também estejam voando no Brasil”. As primeiras aeronaves dessa nova família devem iniciar operação a partir de 2018.

Atualmente, segundo Afonso, existem 72 E-Jets em operação no País, o que corresponde a 16% da frota em circulação em território nacional. Segundo estimativas da Embraer, o número de aeronaves com até 120 assentos pode dobrar, enquanto as aeronaves maiores, com mais de 120 assentos, devem crescer 50%.

A companhia estima que o sistema aéreo brasileiro transportará o dobro de passageiros até 2022. Já em 2020, o índice de voos per capita passará dos atuais 0,5 para 1, ainda abaixo do índice registrado nos Estados Unidos, de 2,5 voos per capita. “Temos conhecimento de um estudo da USP que indica que em 2030 poderemos chegar a 2”, acrescentou.

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