Aeroportuários entram em greve em todo o País nesta quarta-feira

O Estado de S.Paulo
30 de julho de 2013 | 19h 28

Paralisação, que será por tempo indeterminado, não afetará os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília; categoria pede melhores condições salariais
Antonio Pita e Ayr Aliski, de O Estado de S. Paulo

RIO e BRASÍLIA – O Sindicato Nacional de Aeroportuários (Sina) informou nesta terça-feira, 30, que funcionários da Infraero responsáveis pelas operações de solo nos aeroportos do País entram em greve a partir desta quarta-feira, dia 31. A paralisação é por tempo indeterminado e a previsão é que, pelo menos, 70% dos 13 mil funcionários participem do movimento.

A greve abrangerá os 63 aeroportos administrados pela Infraero, mas não envolverá os terminais que foram recentemente concedidos à iniciativa privada(Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Brasília).

Segundo o sindicato, a categoria está em negociação por melhores condições salariais desde abril, sem sucesso. A principal reivindicação é um reajuste de 16% nos salários e mais benefícios, como auxílio-creche. Samuel Santos, diretor do Sina, explica que a Infraero oferece 6,49%.

Segundo os sindicalistas, os funcionários trabalham com salários atrasados e tiveram benefícios de assistência médica reduzidos. Em diversos terminais, o sindicato realizará assembleias extraordinárias para discutir a pauta de reivindicações.

A Infraero nega as acusações de atraso nos salários e corte de benefícios e afirma que está em negociação com a categoria. Em nota, a empresa estatal também afirma que já tem preparado um plano de contingência “para manter os serviços essenciais e a operacionalidade dos aeroportos, a fim de que não haja impacto”.

O plano consistiria no remanejamento de funcionários de outros setores ou fora de escala para reforçar as equipes nos horários de pico dos aeroportos.

Outros pontos que preocupam a categoria, diz Santos, envolvem piora no plano de saúde dos funcionários e também um recálculo na distribuição da participação nos lucros. “Temos informações de que há diretores que receberam até R$ 30 mil de participação nos lucros”, afirma, lembrando que, em posição oposta, alguns funcionários receberam apenas R$ 300.

Empresas. A expectativa é que a paralisação não provoque grandes impactos nem para as maiores companhias aéreas do mercado doméstico nem para as concessionárias.

A Gol afirmou, em nota, que coordena ações de contingência em conjunto com as autoridades e administradores aeroportuários. A companhia recomenda que os passageiros realizem antecipadamente o check-in pela internet ou pelo celular e cheguem com antecedência no aeroporto.

TAM e Azul informaram que suas ações devem se limitar a acompanhar a situação dos aeroportos durante o protesto e informar os clientes sobre qualquer alteração nos voos.

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