Greve não causa impacto significativo nos voos, diz Anac

O Estado de S.Paulo
31 de julho de 2013 | 19h 33

Informação é da Agência Nacional de Aviação Civil; apenas seis aeroportos do País são afetados pela paralisação
Carla Araújo e Gabriela Vieira, da Agência Estado

SÃO PAULO – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou, por meio de nota, que está acompanhando a situação da greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), iniciada à 0h desta quarta-feira, 31. Segundo a Anac, até o início da noite a paralisação “não causa impactos significativos nos voos”.

O órgão informou ainda que o acompanhamento dos aeroportos brasileiros é feito diariamente e que em qualquer situação é “importante que as companhias cumpram a Resolução nº 141”. A resolução busca resguardar os direitos dos passageiros. Entre os diversos pontos definidos na norma está, por exemplo, que em caso de cancelamento de voo, é dever da empresa informar aos passageiros o motivo pelos meios de comunicação disponíveis.

Balanço

De acordo com Samuel Santos, diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), que está à frente das paralisações, um balanço final das ações deve ser divulgado apenas nesta quinta-feira, 01. “Ainda estamos recebendo as informações de vários aeroportos, mas a tendência é que todos optem por manter a paralisação por tempo indeterminado”, disse, ressaltando que apenas em Congonhas, São Paulo, cerca de 300 trabalhadores votaram em assembleia nesta tarde.

A expectativa dos sindicatos era atingir os 63 aeroportos administrados pela Infraero. No entanto, segundo o órgão responsável pelas operações, apenas seis aeroportos registraram greve: Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão (RJ), Aeroporto de Congonhas (SP), Aeroporto Internacional de Vitória (ES), Aeroporto Internacional Pinto Martins – Fortaleza (CE), Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes (PE) e Aeroporto Internacional de Salvador (BA).

A Infraero disse ainda que por conta de seu plano de contingenciamento, que inclui remanejamento de empregados e reforço de equipes em horários de maior movimento, as operações ficaram “dentro da normalidade”.

Reivindicações

Os aeroportuários negociam um reajuste salarial de 16% diante de uma proposta de 6,49% oferecida pela Infraero. Além disso, a categoria pede a manutenção dos benefícios de assistência médica, que, de acordo com os funcionários, seria suspenso pela empresa. Segundo a Infraero, o processo entre as partes agora “é de negociação”. “Mas não há nada definido, estamos avaliando para ver se podemos entrar em um acordo”, disse o órgão, por meio de sua assessoria.

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